Mulher pede socorro por mensagem após ser torturada junto de gato
Vítima relatou que companheiro a agredia diariamente e ainda afogava e enforcava animal de estimação
Uma mulher de 35 anos foi resgatada pela Polícia Militar após ser vítima de agressões constantes praticadas pelo companheiro em uma propriedade localizada na zona rural de Amambai, município a 351 quilômetros de Campo Grande. O caso foi registrado neste domingo (7) como lesão corporal dolosa no contexto de violência doméstica.
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Uma mulher de 35 anos foi resgatada pela Polícia Militar após sofrer agressões constantes do companheiro em uma propriedade rural de Amambai, a 351 km de Campo Grande. O suspeito também teria torturado o gato da vítima. Ele fugiu ao perceber a chegada dos policiais. A mulher, com o olho roxo, temia represálias contra o filho. O caso foi registrado como lesão corporal dolosa em violência doméstica e encaminhado à Polícia Civil.
Conforme o boletim de ocorrência, a polícia foi acionada após proprietária do imóvel onde a vítima morava informar que a inquilina enviava mensagens por aplicativo pedindo socorro. Segundo o relato, a vítima afirmava estar sendo agredida pelo companheiro que também estaria torturando seu gato de estimação.
Os policiais então foram ao imóvel e encontraram o local fechado. Pelo portão, conversaram com a moradora que estava com o olho direito roxo e relatou que não conseguia registrar boletim de ocorrência porque o companheiro estava ameaçando seu filho, no entanto, ela contou que o homem a agredia diariamente dizendo que iniciaria a “sessão de tortura”.
A mulher também afirmou que o companheiro maltratava o gato de estimação, praticando atos como afogamento e enforcamento do animal. Segundo a ocorrência, o suspeito fugiu do local ao perceber a chegada da polícia, pulando o muro da residência.
Equipes realizaram buscas nas proximidades, mas ele não foi localizado. A vítima informou aos policiais que não desejava formalizar denúncia naquele momento por temer represálias contra o filho, que estaria sendo ameaçado pelo autor.
Os militares explicaram que crimes de violência doméstica podem ser apurados independentemente da representação da vítima, motivo pelo qual a ocorrência foi registrada. O caso foi encaminhado à Polícia Civil.
Se você vive ou testemunha alguma forma de agressão, denuncie. O 180 atende 24 horas e pode orientar e acolher. Em situações de risco imediato, ligue 190. Seu gesto pode salvar uma vida.
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