Irmãos Razuk pedem exclusão de dados extraídos de celulares, mas Justiça nega
Decisão também manteve apreensão de eletrônicos em processo sobre rifas ilegais
A Justiça negou a devolução de equipamentos eletrônicos apreendidos na investigação que tem entre os réus o influenciador Eduardo Rezende da Silva Razuk e o irmão Rafael Rezende da Silva Razuk. A decisão foi publicada no Diário da Justiça desta segunda-feira (5) e rejeitou também pedidos para considerar ilícita a apreensão e impedir o uso de dados extraídos dos aparelhos.
RESUMO
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A Justiça negou o pedido de devolução de equipamentos eletrônicos apreendidos na investigação que tem como réus o influenciador Eduardo Razuk e o irmão Rafael Razuk. A decisão, publicada no Diário da Justiça, também rejeitou o pedido para considerar ilícita a apreensão e impedir o uso dos dados. Os aparelhos pertencem a Haneman Alves Mendes, Camila Matos Alves Mendes e Hyan Lucas Alves Fernandes. Oito pessoas respondem à ação, que apura lavagem de dinheiro, associação criminosa e exploração ilegal de jogos de azar.
Os equipamentos são de outros três réus da mesma ação penal: Haneman Alves Mendes, Camila Matos Alves Mendes e Hyan Lucas Alves Fernandes. O pedido de restituição tramita na 6ª Vara Criminal de Competência Residual de Campo Grande e está apensado ao processo principal, no qual oito pessoas são acusadas.
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Conforme a decisão publicada nesta segunda-feira, os três pediram que a Justiça reconhecesse a ilicitude da apreensão dos equipamentos eletrônicos. A defesa também pretendia que eventuais dados obtidos nos aparelhos e provas derivadas deles fossem considerados inadmissíveis e retirados dos autos.
Todos os pedidos foram negados. A Justiça ainda rejeitou ainda a retirada de eventuais cópias ou imagens forenses produzidas a partir dos aparelhos.
Os réus também solicitaram que, caso os dados já tivessem sido compartilhados, fossem identificados os destinatários e comunicada a proibição de utilização do material. Esse pedido também foi indeferido.
Ação - O processo ao qual o pedido está vinculado tem como réus Eduardo e Rafael Razuk, além de Cícero Fabiano Melo Silva, Haneman Alves Mendes, Danuza Costa Rezende da Silva, Hyan Lucas Alves Fernandes, Camila Matos Alves Mendes e Joaquim José da Silva Neto.
A denúncia foi recebida em 24 de setembro pelo juiz Márcio Alexandre Wust, da 6ª Vara Criminal de Campo Grande. Na ocasião, os oito passaram à condição de réus e receberam prazo de dez dias para responder à acusação por escrito. O magistrado também determinou a requisição dos antecedentes criminais dos acusados.
O processo tramita em segredo de Justiça. A publicação no Diário da Justiça não detalhou se todas as acusações apresentadas pelo MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul) foram recebidas integralmente contra cada um dos denunciados.
Os irmãos Razuk e os demais réus foram investigados na Operação Rodas da Sorte, deflagrada em agosto pela DERCC (Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes Cibernéticos) e que apura suspeitas de lavagem de dinheiro, associação criminosa e exploração ilegal de jogos de azar ou sorteios não autorizados.
Durante a operação, foram apreendidos mais de 20 veículos de luxo avaliados em cerca de R$ 20 milhões. Eduardo e Rafael chegaram a ser presos preventivamente e depois obtiveram liberdade mediante medidas cautelares.
A defesa de Eduardo Razuk já contestou as acusações. Quando a denúncia foi recebida, o advogado Tiago Bunning afirmou ao Campo Grande News que os sorteios eram autorizados e, portanto, teriam origem lícita. Também sustentou que não houve ocultação de patrimônio, pois os bens estavam em nome de Eduardo e a renda era declarada.
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