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Cidades

Leitos para atender pandemia vão custar R$ 13 milhões para estado e prefeitura

Secretaria prevê instalação de mais 281 leitos no Estado, sendo 135 de UTI (Unidade de Terapia Intensiva)

Por Tainá Jara | 30/03/2020 18:25
Leitos de UTI devem ser utilizados nos casos considerados graves de coronavírus (Foto: Divulgação/SES)
Leitos de UTI devem ser utilizados nos casos considerados graves de coronavírus (Foto: Divulgação/SES)

Os novos leitos a serem instalados para atender a pandemia do novo coronavírus em Mato Grosso do Sul, vão custar cerca de R$ 13 milhões para governo do Estado e Prefeitura de Campo Grande, durante os quatro a seis meses de pico de casos da doença.

Em transmissão ao vivo, na tarde desta segunda-feira, pelas redes do governo do Estado, o secretário de Saúde, Geraldo Resende, afirmou que a expectativa é instalar 281 leitos a mais para tratamento de paciente com o novo coronavirus, sendo 135 leitos de UTI (Unidades de Terapia Intensiva), necessários especialmente em casos graves da doença.

Segundo ele, o Ministério da Saúde vai dar um quantitativo de recurso e o Estado vai assumir, junto com Campo Grande, os leitos da nossa Capital. “Ou seja, nós vamos ter aqui um aporte de recursos de R$ 13 milhões nesses quatro a seis meses de vigência da pandemia, como alguns especialistas estão dizendo”.

A expectativa é instalar a maior parte deste leitos no Hospital Regional, na Capital. Nesta semana, dez dos novos leitos de UTI devem entrar em funcionamento. Insumos para instalação de novos leitos, no entanto, ainda são necessários.

O HR deve receber ainda 48 leitos de tratamento semi-intensivo, no sétimo andar do HR.

No Estado, há 515 leitos de UTI, sendo 377 geridos pela iniciativa pública e 138 são de hospitais da iniciativa privada. Eles estão distribuídos em sete municípios.

Interior – Conforme o secretário, o Ministério da Saúde vai abrir a habilitação para leitos de retaguarda nos pequenos hospitais do interior. O Estado faz uma varredura para saber quais hospitais que tem estrutura para receber este complemento.

“O ministério vai pagar uma diária de R$ 1,5 mil. Além dos leitos de UTI, o ministério vai financiar R$ 800 e nós, do Estado, vamos financiar o montante de recurso para poder fazer a contratação desses leitos hospitalares”, explicou.