Lista de criminosos procurados em MS é atualizada após prisão de líder do PCC
Agora, a relação conta com Tiago Vinícius Vieira, o “Dourado”, e Ronaldo Gonçalves Martinez, o “R7"
Com a captura de Éder de Barros Vieira, a lista de criminosos foragidos de Mato Grosso do Sul foi atualizada e passou a incluir outros dois nomes procurados pela Sejusp (Secretaria de Justiça e Segurança Pública). Agora, a relação conta com Tiago Vinícius Vieira, o “Dourado”, e Ronaldo Gonçalves Martinez, o “R7”.
RESUMO
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A lista de criminosos procurados em Mato Grosso do Sul foi atualizada após a prisão de Éder de Barros Vieira, conhecido como "Mistério do PCC". Dois novos nomes foram incluídos: Tiago Vinicius Vieira, o "Dourado", acusado de chefiar grandes assaltos, e Ronaldo Gonçalves Martinez, o "R7", que possui extensa ficha criminal. Permanecem na lista outros seis criminosos: Osmar Pereira da Silva, Antonio Joaquim Mendes Gonçalves, Gerson Palermo, Cleber Laureano Rodrigues Medeiros, Ricardo de Souza e Phillypi Junior Nunes Matos. Todos são procurados por crimes graves, incluindo tráfico internacional de drogas, homicídios e participação em organizações criminosas.
Tiago é acusado de chefiar grandes assaltos, enquanto R7 possui uma extensa ficha criminal, que inclui homicídios, tráfico, porte de arma e investigação por vazamento de dados sigilosos envolvendo um policial penal e o PCC (Primeiro Comando da Capital).
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Também seguem na lista de procurados Osmar Pereira da Silva, Antônio Joaquim Mendes Gonçalves, o "Motinha", Gerson Palermo, Cleber Laureano Rodrigues Medeiros, Ricardo de Souza e Phillypi Júnior Nunes Matos.
Conforme a delegada Ana Cláudia Medina, coordenadora do Dracco (Departamento de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado), Éder de Barros Vieira, também conhecido como "Mistério do PCC", se entregou em dezembro. A informação recebida pela delegada é de que ele se apresentou na Depac Cepol, em Campo Grande.
O “Mistério do PCC” foi condenado pelo Tribunal do Júri da Capital a 20 anos de prisão em regime fechado. Apontado como um dos chefes do PCC no Estado, ele participou do chamado “tribunal do crime” que resultou na morte de Sandro Lucas de Oliveira, em fevereiro de 2022. A vítima foi sequestrada, mantida em cárcere e morta; o corpo foi ocultado em uma fossa. Após a captura, Éder passou a cumprir a pena.

Os dois novos incluídos na lista de foragidos são Tiago Vinícius Vieira e Ronaldo Gonçalves Martinez. Conhecido como Dourado, Tiago é considerado criminoso de alta periculosidade e deixou a prisão durante a saída temporária de Natal, no Rio de Janeiro (RJ). Ele integra o grupo de 258 internos que não retornaram ao sistema prisional no dia 30 de dezembro.
Tiago é apontado como integrante do TCP (Terceiro Comando Puro), facção com forte atuação em Mato Grosso do Sul. Esta é a segunda vez que ele foge da Justiça. Em maio de 2018, escapou do Presídio de Segurança Máxima de Campo Grande após romper as grades da cela com outros detentos, sendo recapturado meses depois pela Polícia Federal.
Já Ronaldo Gonçalves Martinez, o R7, natural de Ponta Porã, foi condenado a 15 anos de prisão em regime fechado por homicídio qualificado por motivo torpe. Conforme o processo, ele matou Alexandre Torraca após a vítima agredir sua irmã.
R7 ainda responde por outros homicídios, além de porte ilegal de arma e tráfico de drogas. Ele também tem mandado de prisão expedido no âmbito da Operação Blindspot, do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), que investiga o vazamento de dados sigilosos.

Outros nomes
Também seguem na lista de procurados Osmar Pereira da Silva, Antônio Joaquim Mendes Gonçalves, o “Motinha”, Gerson Palermo, Cleber Laureano Rodrigues Medeiros, Ricardo de Souza e Phillypi Júnior Nunes Matos, todos com condenações ou investigações relacionadas a crimes de alta gravidade.
Entre eles está Ricardo de Souza, que também usava o nome Luís Carlos dos Santos, condenado em 2017 após investigação do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) na Operação Ictus, que desarticulou uma organização criminosa comandada de dentro do presídio. Já Phillypi Júnior Nunes Matos recebeu pena superior a 10 anos de prisão por tráfico de drogas e porte ilegal de armas, após ser ligado ao transporte de quase meia tonelada de pasta-base de cocaína e fuzis em uma aeronave interceptada em Itaquiraí.
Osmar Pereira da Silva, conhecido como “Branco”, soma condenações que ultrapassam 7 décadas de prisão por crimes como roubo, furto e organização criminosa, com atuação em grandes assaltos. Gerson Palermo, piloto condenado a mais de 100 anos por tráfico internacional de drogas, permanece foragido desde 2020, quando deixou a prisão horas após obter prisão domiciliar.
Já Antônio Joaquim Mendes Gonçalves, o “Motinha”, a Polícia Federal aponta como líder de uma organização paramilitar na fronteira, e ele ficou conhecido por escapar de operações policiais com apoio aéreo. Cleber Laureano Rodrigues Medeiros, por sua vez, é investigado como líder do PCC e apontado como participante de um "tribunal do crime" que resultou na execução de duas pessoas em Campo Grande.
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