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Cidades

Ministra mandou “evitar armamento ostensivo” em operação contra deputado

Polícia Federal levou 9 dias para planejar ação contra o parlamentar federal investigado por 3 crimes

Por Anahi Zurutuza e Paula Maciulevicius Brasil | 12/11/2020 14:43
Policiais federais na rua durante uma das operações em 2020 em Campo Grande (Foto: Campo Grande News/Arquivo)
Policiais federais na rua durante uma das operações em 2020 em Campo Grande (Foto: Campo Grande News/Arquivo)

A ministra Rosa Weber, do STF (Supremo Tribunal Federal), pediu que a Polícia Federal cumprisse os 10 mandados de busca e apreensão, nesta quinta-feira (12), “com a máxima discrição”. A magistrada recomendou que a PF só utilizasse força policial “em caso de extrema necessidade” e que policiais evitassem o uso de armamento ao chegarem aos endereços dos investigados.

“Deverá a autoridade policial responsável evitar a exposição indevida, especialmente no cumprimento da medida, abstendo-se de toda e qualquer indiscrição, inclusive midiática, bem como evitando o uso de armamento ostensivo”, pontuou a ministra em uma das ordens de busca a qual o Campo Grande News teve acesso.

Os mandados foram expedidos pelo STF porque Loester Carlos tem foro privilegiado. Porém, nesta manhã, ele foi preso, conforme apuração da reportagem, por se tratar de flagrante de posse ilegal de arma de fogo.

Planejamento – A autorização do Supremo para a deflagração da Operação Tracker foi expedida no dia 3 de novembro. A PF levou, portanto, nove dias para planejar os trabalhos.

Hoje, a Polícia Federal colocou 50 agentes nas ruas de Campo Grande e Brasília (DF) para vasculhar 10 endereços em busca de provas contra o “atentado fake”, forjado pelo deputado em fevereiro.

Segundo a PF, a ação foi batizada Tracker, “rastreador” em inglês, porque “faz referência ao intenso trabalho investigativo realizado pela Polícia Federal em busca de provas para a completa elucidação dos fatos e identificação dos autores”. A operação, informa nota da Polícia Federal divulgada nesta manhã, “tem como foco suposto atentado a deputado federal ocorrido no início do ano”.

Loester é conhecido por defender posse de armas. (Foto: Redes sociais)
Loester é conhecido por defender posse de armas. (Foto: Redes sociais)

Falsa denúncia – Trutis é investigado por “porte ilegal de arma de fogo de uso permitido, disparo de arma de fogo e falsa comunicação de crime”, conforme também está registrado no texto que saiu do gabinete de Rosa Weber.

No dia 16 de fevereiro deste ano, um domingo, Trutis publicou no Facebook, por volta das 9h, que ele e sua equipe haviam sofrido atentado a caminho de Sidrolândia - distante 70 quilômetros de Campo Grande. O parlamentar alegou ter sido vítima de emboscada e narrou que revidou o ataque.

“O carro em que estavam foi alvejado por, no mínimo, 5 disparos”, dizia a nota divulgada na rede social.

A imagem anexada à postagem mostra um carro Toyota Corolla preto com vidros estilhaçados e marcas de bala. “O deputado conseguiu revidar o ataque. Apesar da emboscada, todos estão bem e sem ferimentos”, continuava comunicado.

Loester Carlos contou que acionou o Bope (Batalhão de Operações Especiais), que levou o deputado até Polícia Federal de Campo Grande, onde ele fez a denúncia.

Imagem publicada pelo parlamentar em rede social, em fevereiro deste ano, mostra carro com marcas de tiros (Foto: Reprodução do Facebook)
Imagem publicada pelo parlamentar em rede social, em fevereiro deste ano, mostra carro com marcas de tiros (Foto: Reprodução do Facebook)


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