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Cidades

"MS está fazendo escola", diz Geraldo sobre vacinação em massa

486 municípios brasileiros, que fazem fronteira com países vizinhos, poderão ter projeto semelhante ao de MS

Por Guilherme Correia | 09/07/2021 11:55
Vacina sendo aplicada em sul-mato-grossense (Foto: Henrique Kawaminami/Arquivo)
Vacina sendo aplicada em sul-mato-grossense (Foto: Henrique Kawaminami/Arquivo)

Estudo elaborado pela Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz) nos 13 municípios de fronteira de Mato Grosso do Sul serviu de base para que outras cidades brasileiras, que fazem fronteira com países vizinhos, passem a receber quantidade adicional de vacinas pelo Ministério da Saúde.

“A cada quatro sul-mato-grossenses, um já está imunizado com duas doses. A cada dois sul-mato-grossenses, um já tomou a primeira dose da vacina”, disse o secretário estadual de Saúde, durante coletiva nesta manhã (9), se referindo à toda a população do Estado.

Vale lembrar que cerca de 20% da população aguarda completar o período estipulado entre primeira e segunda dose, o que já garante um aumento na imunização estadual. Atualmente, segundo levantamento nacional, MS continua disparado na frente do ranking de estados que mais vacinam.

Fronteiras brasileiras - 486 municípios brasileiros, de 14 estados diferentes, fazem fronteira com um ou mais países vizinhos - Argentina, Bolívia, Colômbia, Guiana Francesa, Guiana, Paraguai, Peru, Suriname, Uruguai e Venezuela.

A decisão de incluir esses territórios do País para receber 5% a mais de vacinas, vindas da reserva técnica (utilizada para evitar com que doses se percam), foi tomada pelo Ministério da Saúde, após mobilização da FNP (Frente Nacional de Prefeitos).

Em publicação no site oficial de notícias do governo, Resende comentou que o "cinturão sanitário" feito em MS reduz entrada de casos de fora, incluindo de novas cepas, de forma a reduzir internações e mortes pela doença. "Essa barreira vai contribuir para a redução circulação de variantes e impactar na redução de outros indicadores, como a taxa de ocupação de leitos hospitalares e poderá inclusive, evitar novos óbitos. Por isso, essa decisão do Ministério da Saúde é importante para o País”.

Por ora, as demais cidades brasileiras deverão levantar quantitativos necessários para que o governo federal planeja o envio de imunizantes.

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