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Direto das Ruas

Na JBS, funcionário reclama das condições de trabalho em indústria de couro

Segundo funcionário, galpão não tem álcool em gel suficiente para funcionários

Por Silvia Frias | 24/03/2020 15:33
Funcionário reclama das condições de trabalho em galpão (Foto: Direto das Ruas)
Funcionário reclama das condições de trabalho em galpão (Foto: Direto das Ruas)

Funcionário do grupo JBS encaminhou nova denúncia contra as condições de trabalho na unidade localizada no Núcleo Industrial, em Campo Grande. Desta vez, é questionada a necessidade de manutenção da atividade da indústria de couro, além do transporte e falta de material disponível de assepsia para evitar a proliferação do novo coronavírus (Covid-19).

A reclamação chegou por meio do canal Diretos das Ruas. O funcionário, que não quis se identificar, disse que o transporte oferecido pela empresa continua sendo feito da mesma forma, sem que fosse inserida qualquer nova instrução por conta do vírus, como distância entre passageiros e limpeza do veículo. São duas linhas usadas por cerca de 40 pessoas diariamente.

Ele diz que o ônibus tem a placa “produção de alimentos” e questiona se é regular,  já que faz parte da equipe da indústria de couros.

No local de trabalho, reclama das condições sanitárias. “O ambiente que trabalhamos não ajuda por ser sujo e a gente tem contato um com o outro; não disponibilizaram nenhum tipo de proteção como máscaras, a gente até comentou motivo, eles alegam que é somente pra quem tem sintomas”.

A sujeira, segundo ele, é dos pombos que usam o teto do galpão como ninho. O local também não foi colocado álcool em gel em quantidade suficiente para os funcionários. “Tem uns três pontos daqui com álcool, no refeitório mudaram algumas coisa, mas pouco”.

Hoje, o prefeito de Campo Grande, Marquinhos Trad, disse que a Vigilância Sanitária recebeu reclamações sobre aglomeração de funcionários no frigorífico da JBS, na mesma planta, localizada no Núcleo Industrial e nada foi constatado.

Em nota, a JBS explica que a operação de couros é parte fundamental da cadeia produtiva. Sem a possibilidade de destinar a pele extraída do animal no processamento, os frigoríficos teriam atividades paralisadas por questões sanitárias e ambientais, comprometendo a produção e o abastecimento de alimentos.

Sobre a operação, a assessoria informa que “vem adotando medidas para garantir a saúde, o bem-estar e a segurança de todos os seus colaboradores, fornecedores e clientes”, citando o uso de álcool em gel, afastamento dos funcionários do grupo de risco, ampliação da frota de ônibus e criação de protocolo de emergência a ser utilizado para quem apresente sintomas. A nota não cita especificamente o caso denunciado pelo funcionário.

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