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Cidades

Nova resolução da ONU aperta controle sobre dinheiro ilegal e fronteiras

Medida mira rotas de contrabando, ocultação de recursos e tráfico nessas regiões

Por Kamila Alcântara | 01/02/2026 07:42
Nova resolução da ONU aperta controle sobre dinheiro ilegal e fronteiras
Mato Grosso do Sul tem 1.131 quilômetros de fronteira com o Paraguai (Foto: Helio de Freitas)

Uma decisão do Conselho de Segurança da ONU (Organização das Nações Unidas), tornada pública pelo governo brasileiro no Diário Oficial da União, reforça o combate internacional ao financiamento do terrorismo e amplia o foco sobre crimes transnacionais que operam, principalmente, em regiões de fronteira.

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A ONU reforçou o combate internacional ao financiamento do terrorismo e ampliou o foco sobre crimes transnacionais em regiões de fronteira. A resolução, publicada no Diário Oficial da União pelo governo brasileiro, afeta diretamente estados com fronteira seca e intensa circulação de pessoas e mercadorias, como Mato Grosso do Sul. A medida prevê maior controle em zonas fronteiriças, consideradas estratégicas para o financiamento indireto do terrorismo. Entre as práticas monitoradas estão tráfico de pessoas, uso de empresas de fachada, contrabando e exploração ilegal de recursos naturais. O Brasil se compromete a ampliar o compartilhamento de informações e o controle migratório.

Embora não cite locais específicos, a resolução atinge em cheio Estados com fronteira seca e intensa circulação de pessoas e mercadorias, como Mato Grosso do Sul, que faz divisa com Paraguai e Bolívia, áreas historicamente usadas como rotas de contrabando, lavagem de dinheiro e atuação de organizações criminosas.

O texto aprovado pela ONU reforça a necessidade de controle rigoroso em zonas fronteiriças, vistas como pontos estratégicos para o financiamento indireto do terrorismo por meio de crimes conexos.

Entre as práticas que passam a receber atenção redobrada estão tráfico de pessoas, uso de empresas de fachada, contrabando de bens de alto valor, exploração ilegal de recursos naturais e circulação de recursos financeiros fora do sistema formal.

Na prática, a medida alerta que o terrorismo não se sustenta apenas com atentados, mas com cadeias criminosas que operam longe dos holofotes, muitas vezes em pequenas cidades.

Mato Grosso do Sul aparece nesse cenário por suas características geográficas. O Estado concentra fronteiras secas, cidades gêmeas e fluxo diário intenso de pessoas, veículos e mercadorias, especialmente em regiões como Ponta Porã, Corumbá e municípios do entorno.

Esse contexto favorece a atuação de grupos que exploram brechas de fiscalização, diferenças de legislação e limites operacionais entre países, operando de forma integrada além das fronteiras nacionais.

Com a nova resolução, o Brasil assume o compromisso de ampliar o compartilhamento de informações, o monitoramento financeiro e o controle migratório, medidas que tendem a impactar diretamente a rotina de fiscalização em áreas fronteiriças.

Um dos eixos centrais da decisão internacional é o bloqueio imediato de bens e recursos ligados a pessoas ou grupos associados ao terrorismo, incluindo contas bancárias, empresas, imóveis e ativos digitais.

A resolução também reforça o controle sobre deslocamentos internacionais, com exigência de troca antecipada de dados de passageiros e maior rigor na circulação de pessoas consideradas de risco.

Para regiões de fronteira, isso se traduz em mais fiscalização sobre quem entra, quem sai e como o dinheiro circula, inclusive em operações formalmente legais.

O despacho publicado pelo governo brasileiro não cria novas leis internas, mas formaliza o compromisso do país em aplicar as decisões internacionais, o que envolve articulação entre órgãos federais, forças de segurança, sistema financeiro e autoridades migratórias.

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