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Cidades

Para "reforçar" conteúdo, escolas estaduais usam aplicativos e sites

Conteúdo é compartilhado com alunos em diferentes plataformas durante paralisação das aulas

Por Leonardo Rocha | 28/03/2020 14:35
Escola Estadual Joaquim Murtinho, em Campo Grande (Foto: Arquivo)
Escola Estadual Joaquim Murtinho, em Campo Grande (Foto: Arquivo)

Durante a suspensão das aulas, devido a pandemia do coronavírus, algumas escolas estaduais estão em contato com os estudantes, compartilhando conteúdos, por meio de sites, blogs e aplicativos, para reforçar o conteúdo neste período em casa.

De acordo com a SED (Secretaria Estadual de Educação), entre as unidades que estão realizando propondo esta interação está a Escola Estadual Jorge Amado, que fica no município de Chapadão do Sul, localizado a 340 km de Campo Grande. Lá foi pensando em um site para repasse destas atividades.

“Passamos nas salas para saber se todos poderiam acessar. Com a resposta positiva dos estudantes, iniciamos a construção”, disse o professor Elton Luís Gomes. Lá ele consegue disponibilizar apresentações na íntegra tanto para os estudantes do AJA (Avanço do Jovem na Aprendizagem em MS) e alunos do ensino regular.

“Muitas escolas estão explorando essas possibilidades. Observamos que a Rede Estadual criou uma série de recursos disponíveis na internet para que essas aulas remotas vinculantes”, descreveu o superintendente de Informação e Tecnologia da SED, Paulo Cezar Rodrigues.

Ele citou que além de sites, as unidades também montaram portais, blogs e outras ferramentas da internet, para fazer este compartilhamento de conteúdo. Na Escola Estadual Maria de Lourdes Toledo, em Campo Grande, já existe um portal de conteúdo desde 2017 e que agora está se intensificando a utilização.

“Agora, orientamos os pais e responsáveis, bem como os estudantes, para acessarem e utilizarem essa ferramenta também”, disse Adriana Belei, diretora da escola. Ela adiantou que o retorno (estudantes) foi acima do esperado.

Já na Escola Joaquim Murtinho foi criado grupo com as turmas, usando os aplicativos para enviar atividades e retirar dúvidas dos alunos, além de compartilhar textos e conteúdos. “Seguimos as orientações da Secretaria e criamos modelo único de ambiente para a escola, que todos os professores deveriam seguir”, disse o diretor Cláudio Morinigo.