PCC planejava exibir armas em exposições agropecuárias por mais poder em MS
Grupo foi denunciado por integrar facção criminosa para praticar tráfico de drogas e outros crimes

Grupo de cinco integrantes do PCC (Primeiro Comando da Capital) com planos de expandir a “Regional Pantanal’ em Mato Grosso do Sul foi denunciado à Justiça pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial e Repressão ao Crime Organizado) por integrar facção criminosa para praticar tráfico de drogas e outros crimes. A investigação detalha planos para demarcar território e cometer outras violências.
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O Ministério Público de Mato Grosso do Sul denunciou cinco integrantes do PCC (Primeiro Comando da Capital) que planejavam expandir a "Regional Pantanal" no estado. O grupo pretendia demonstrar poder em eventos públicos, como exposições agropecuárias, portando armas de fogo. A investigação revelou que a organização criminosa buscava controlar rotas de tráfico de drogas da Bolívia, via Corumbá. A Regional Pantanal, criada entre 2018 e 2019, abrangia seis municípios e estava envolvida em "tribunais do crime", incluindo a execução de um homem por dívida de drogas em 2024.
Conforme divulgado pelo MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul), o grupo planejava demonstrar poder portando armas de fogo em eventos públicos de grande circulação, como exposições agropecuárias. Para a acusação, “demonstrando desprezo pela segurança da população local”. A investigação foi iniciada depois que pichações foram feitas em locais públicos “para reivindicar territórios, intimidar grupos rivais e demonstrar força organizacional no Estado”.
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A ideia era manter sob controle rotas alternativas para transportar entorpecentes vindos da Bolívia, via Corumbá, como a "Estrada do 21", inaugurada em 2024. Ainda de acordo com a peça acusatória, a "Regional Pantanal" foi criada entre 2018 e 2019, abrangendo os municípios de Aquidauana, Anastácio, Miranda, Ladário, Corumbá e Porto Murtinho, e estava sob o comando de criminoso que exercia a função de “geral de disciplina” no PCC.
Mortes – Além do tráfico, os réus são apontados como participantes dos chamados “tribunais do crime”, que são “julgamentos” de quem descumpre as regras da facção, normalmente acompanhados de tortura.
Um dos casos citados é a execução de Jonas Alves de Moraes Júnior, de 35 anos, morto com tiros na cabeça enquanto estava na varanda de casa, em outubro de 2024. A investigação apontou que o crime foi ordenado pelo PCC, após a vítima acumular uma dívida de drogas e mudar de lado, passando a integrar o Comando Vermelho.
Na peça acusatória, que foi recebida pela Justiça, o MPMS requer a condenação dos envolvidos pelo crime de integrar organização criminosa armada (Lei nº 12.850/2013). A ação penal agora está em fase de instrução processual, que começa pelos depoimentos das testemunhas de acusação. Todos os réus tiveram a prisão preventiva decretada.
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