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Cidades

PM lembra confissão de massagista contra chargista: "Ele demorou a morrer"

Clarice Silvestre confessou crime à PM de São Gabriel; chorando, dizia que chargista "era pessoa muito boa"

Por Silvia Frias | 27/11/2020 10:18
Clarice, ao chegar em Campo Grande, depois de entregar na PM de São Gabriel do Oeste (Foto/Arquivo: Paulo Francis)
Clarice, ao chegar em Campo Grande, depois de entregar na PM de São Gabriel do Oeste (Foto/Arquivo: Paulo Francis)

Três dias depois de matar o chargista Marco Antônio Rosa Borges, a massagista Clarice Silvestre de Azevedo, 44 anos, chegou sozinha à Polícia Militar em São Gabriel do Oeste, a 140 quilômetros de Campo Grande. Nervosa, confessou o crime. “Ele demorou para morrer”, disse, durante o relato feito aos policiais militares, na terça-feira (24).

Naquele dia, Clarice chegou por volta das 11h, dizendo que queria confessar ter matado o chargista. O crime aconteceu por volta das 8h20 do sábado (21), após discussão na casa dela, no bairro Monte Castelo. Os policiais começaram a ouvir o depoimento.

Contou que havia discutido com o chargista, foi agredida com dois tapas e o empurrou da escada. Depois, quando ele ainda estava atordoado, o esfaqueou. Chorando muito, disse duas frases que foram lembradas pelo tenente Laudileu Brasilino, da PM de São Gabriel do Oeste, que estava na delegacia.

Durante depoimento, disse que teve relacionamento de 9 meses com o chargista. “Ela ficava repetido ‘ele era pessoa muito boa’”. Em outro momento, quando estava na sala com Clarice, o policial lembra outra frase. “Ela disse que ‘ele demorou para morrer’”.

No relato, Clarice indicou o terreno onde teria levado o corpo, no Jardim Corcovado. Os PMs acessaram o Google Maps e encontraram a rua, com as indicações dada por ela: perto da igreja e atrás do campo de futebol.

Os policiais entraram em contato com a Polícia Civil em Campo Grande, repassando o endereço indicado por ela. Clarice já estava sendo procurado pela DEH (Delegacia Especializada de Homicídios), como suspeita em potencial, por conta do sumiço após o crime.

Em depoimento prestado em Campo Grande, a massagista forneceu mais detalhes do ocorrido, conforme anteriormente divulgado.

Depois de ter matado o chargista, de manhã, Clarice foi para um bar. Depois do almoço, Clarice saiu para comprar materiais para esquartejar a vítima. Ela voltou para casa com facas, luvas, sacos de lixo e água sanitária para limpar o local.

Por volta das 18h, João Victor Silvestre de Azevedo Leite, 21 anos, filho de Clarice, foi até a casa dela, no Monte Castelo, ajudar a esquartejar a vítima. Às 19h30, o corpo de Marco, dentro de três malas, foi levado para a casa de João Victor, no Jardim Tarumã.

De acordo com a Polícia Civil, pediu ajuda de uma amiga para transportar as malas e um cachorro para casa do filho, justificando a solicitação dizendo que motoristas de aplicativo não gostam de transportar animal. A pessoa recebeu R$ 70 pelo serviço e disse acreditar estar levando roupas para doação na mala.

As malas ficaram na casa de João Victor até às 3h de domingo (22). Mãe e filho desovaram os restos mortais no quintal de uma casa desocupada, na mesma região, mas no Jardim Corcovado.

João Victor foi levado à delegacia, confessou ter participado da ocultação do crime, mas como não havia flagrante e nem mandado de prisão, foi solto e indiciado por ocultação e vilipêndio de cadáver. Clarice permanece presa, indicada por homicídio qualificado.

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