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Cidades

Preços subiram mais na opinião de idosos, mulheres e quem tem ensino fundamental

Pesquisa de opinião pública do Instituto Paraná Pesquisas foi realizada em todas as regiões do país

Por Caroline Maldonado | 22/06/2021 08:52
Nos mercados, os preços permaneceram iguais para 5,6%; aumentaram para 32% deles e aumentaram muito para 59% (Foto: Marcos Maluf)
Nos mercados, os preços permaneceram iguais para 5,6%; aumentaram para 32% deles e aumentaram muito para 59% (Foto: Marcos Maluf)

A maioria das pessoas que foi ao mercado ou à farmácia nos últimos 30 dias tem a sensação ruim de que os preços aumentaram muito. É o que revela uma pesquisa de opinião pública divulgada pelo Instituto Paraná Pesquisas, realizada em todas as regiões do país. As mulheres, os idosos e as pessoas que estudaram até o ensino fundamental são os que mais tiveram percepção de que os preços aumentaram demais, no Brasil.

Os dados do Centro-Oeste, que abriga Mato Grosso do Sul, foram levantados em um mesmo grupo que o Norte. Entre esses moradores, 66% julgam que os preços aumentaram muito nos supermercados, 25% acham que aumentaram, 4% acreditam que os preços estão iguais e 1,5% acham que os preços caíram no último mês, enquanto 1,5% não sabem ou não opinaram.

Já na farmácia, 1,7% acreditam que os preços dos remédios diminuíram, 15% acham que os valores estão iguais, 37% perceberam que houve aumento e 42% reclamaram que os preços aumentaram muito.

Na farmácia, a alta nos preços foi maior na percepção das mulheres (Foto: Henrique Kawaminami)
Na farmácia, a alta nos preços foi maior na percepção das mulheres (Foto: Henrique Kawaminami)

Mercado - Nos mercados, os preços chegaram a diminuir na percepção de 1,6% dos homens; permaneceram iguais para 5,6%; aumentaram para 32% deles e aumentaram muito para 59%. Dos entrevistados, 0,8% não souberam opinar. Entre as mulheres, 71% acham que os preços subiram muito; 22% acreditam que os valores aumentaram; 3% acham que estão iguais e 1,2% acreditam até que houve redução nos preços dos produtos.

Entre as pessoas com 60 anos ou mais, 73% acham que os preços aumentaram muito; 20% que aumentaram; 4% que os valores permanecem iguais e 1,3% que os preços chegaram a diminuir. Dos entrevistados que têm entre 45 e 59 anos, 70% acham que os preços subiram muito e dos que têm de 35 a 44 anos, 65% pensam o mesmo. Das pessoas com idade entre 16 e 34 anos, 58% reclamaram de aumento forte nos preços.

Dos que têm Ensino Fundamental, 69,6% perceberam uma alta mais acentuada nos valores, enquanto entre os que têm Ensino Médio 66,1% perceberam o mesmo e dos que que têm Ensino Superior 59,7% pensam igual.

Remédios - Na farmácia, a alta nos preços foi maior para as mulheres, 49,1%. Entre os homens, 35% disseram que os preços tiveram alta acentuada. Os preços aumentaram muito para 51% das pessoas com ensino fundamental, 40% das que têm ensino médio e 33% das que possuem ensino superior.

Conforme a pesquisa, 55% dos idosos acham que os preços aumentaram muito, 48% das pessoas entre 45 e 59 anos pensam o mesmo, o percentual é de 41,0% entre os de 35 a 44 anos; 33% entre os de 25 a 34 anos e 27% entre os com idade de 16 a 24 anos.

O levantamento foi realizado com pouco mais de 2 mil habitantes de 152 municípios brasileiros entre os dias 12 a 16 de junho, deste ano. Não foram divulgados dados por município, apenas por região.. O levantamento considerou sexo, faixa etária, grau de escolaridade, nível econômico e posição geográfica. A pesquisa foi feita com abordagem pessoal em domicílios, com moradores de 16 anos ou mais.

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