Rampa no Rio Brilhante pode destravar pesca esportiva no sul do Estado
Projeto prevê acesso seguro para barcos na MS-156 e aposta no turismo para gerar renda na região de Dourados

A pesca esportiva, uma das apostas de Mato Grosso do Sul para diversificar a economia e atrair visitantes, pode ganhar um novo capítulo no sul do Estado. Uma proposta apresentada na Assembleia Legislativa busca resolver um problema antigo de quem vive, ou tenta explorar, o potencial dos rios da região: a dificuldade de acesso à água.
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O deputado estadual Zé Teixeira (PL) formalizou pedido à Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos (Agesul) para a construção de uma rampa náutica no Rio Brilhante, na altura da MS-156, entre os municípios de Itaporã e Rio Brilhante. A ideia é simples, mas estratégica: garantir um ponto seguro para descida de embarcações em uma área onde hoje predominam improvisos e riscos.
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Localizado a cerca de seis quilômetros do distrito de Piraporã, o trecho é considerado um dos pontos promissores para a pesca amadora e esportiva. Na prática, porém, pescadores e turistas enfrentam margens irregulares e estruturas precárias para colocar barcos na água, um obstáculo que limita o uso do rio e afasta visitantes.
A rampa proposta funcionaria como um “descedor” público, com estrutura adequada para suportar variações do nível do rio, permitindo o acesso tanto em períodos de cheia quanto na estiagem. A expectativa é que a obra reduza acidentes, organize o fluxo de embarcações e amplie o uso turístico da região.
Mais do que facilitar a vida de pescadores, a iniciativa tem um alvo econômico claro. O parlamentar defende que a melhoria da infraestrutura náutica pode ativar uma cadeia que vai além da pesca, envolvendo comércio local, serviços e turismo. Na ponta, isso significa mais movimento para pousadas, venda de iscas, combustível, alimentação e transporte, uma engrenagem que gira principalmente nos pequenos municípios.
O modelo já foi testado recentemente. No Rio Dourados, às margens da BR-163, uma intervenção semelhante resultou na entrega de uma rampa concretada e revitalizada no início do ano. Antes da obra, o acesso era considerado crítico pela população local. Com a estrutura pronta, o ponto passou a oferecer mais segurança e estabilidade para a descida de barcos, independentemente das condições do rio.
A proposta para o Rio Brilhante não é isolada. Ela faz parte de um conjunto de pedidos que mira a criação de um “cinturão” de apoio à pesca esportiva no sul do Estado. Entre as áreas monitoradas estão pontos no Rio Dourados, na região da 9ª Linha, no distrito de Culturama, em Fátima do Sul, além de Porto Cambira, também na MS-156.
A estratégia é clara: transformar potencial em estrutura. Em um Estado onde rios são ativos naturais abundantes, a falta de acesso adequado ainda é um gargalo. Se sair do papel, a nova rampa pode representar mais do que uma obra, pode ser o empurrão que faltava para colocar a região de vez no mapa da pesca esportiva brasileira.

