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Cidades

Réu por peculato e falsidade ideológica será responsável por patrimônio da PM

Em setembro deste ano, José Roberto Nobres Souza virou réu por uso particular de viatura

Por Viviane Oliveira | 28/12/2023 11:10
José Roberto comandou a PM em Nova Andradina por quase 4 anos (Foto: reprodução)
José Roberto comandou a PM em Nova Andradina por quase 4 anos (Foto: reprodução)

Réu por peculato, falsidade ideológica e acusado de perseguir um jornalista em Nova Andradina, o tenente-coronel da Polícia Militar José Roberto Nobres de Souza foi transferido para a Diretoria de Gestão, Patrimônio e Logística de Campo Grande. Ele atuava na Ajudância-Geral no Comando-Geral, também na Capital.

O nome dele e de mais 48 oficiais que irão desempenhar novas funções na corporação foi publicado no Diário Oficial desta quinta-feira (28). A portaria foi assinada pelo comandante-geral da PMMS (Polícia Militar de Mato Grosso do Sul), coronel Renato dos Anjos Garnes.

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Em setembro, o tenente-coronel José Roberto Nobres de Souza virou réu por uso particular de viatura da Polícia Militar, abastecida com dinheiro do cofre público. No mesmo processo, o policial também responde por inserção de informação falsa em documento, para tentar cancelar multas aplicadas quando o veículo era usado para seus interesses pessoais.

Por quase quatro anos, José Roberto comandou o 8º Batalhão da PM em Nova Andradina, onde acumulou denúncias por supostas irregularidades no exercício do cargo. Ele foi transferido em 2 de junho deste ano. No mesmo dia, quatro policiais militares ligados ao oficial foram acusados de constrangimento ilegal e invasão de domicílio contra o jornalista Sandro de Almeida Araújo.

Em carros descaracterizados, os quatro PMs perseguiram o jornalista até a frente de sua casa sob argumento de suposta abordagem corriqueira. Sandro foi arrastado pelo pescoço até a rua, derrubado no chão e ameaçado. Depois, os quatro policiais deixaram o local. O jornalista teria sido apontado pelos policiais como responsável pelo show de fogos de artifício ocorrido no momento da troca de comando, para comemorar a saída de José Roberto Nobres. Os PMs cumprem serviço burocrático e o caso segue em investigação.

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