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Cidades

Reviva na Rui Barbosa começa em março com mudança na técnica de paisagismo

Diversas árvores ficaram completamente secas e precisaram ser substituídas na Rua 14 de Julho, por isso agora será diferente

Por Jhefferson Gamarra | 17/02/2021 08:51
Árvores secaram em diversos trechos da Rua 14 de Julho (Foto: Paulo Francis)
Árvores secaram em diversos trechos da Rua 14 de Julho (Foto: Paulo Francis)

Na Rua 14 de Julho, muitas das árvores que deveriam mudar o cenário acabaram morrendo meses depois. Por isso, o Reviva Mais Campo Grande entra em março na etapa Rui Barbosa com uma nova técnica de plantio das mudas, para que fiquem no cotidiano de uma das principais ruas da Capital.

O projeto de paisagismo implantado para revitalização da Rua 14 de Julho, teve o plantio de 180 exemplares de várias espécies, instaladas a partir do processo de transplante, com a planta já em desenvolvimento. Muitos precisaram ser substituídos por novas árvores, por que não vingaram.

“A troca de exemplares é natural dos transplantes. Infelizmente se trabalha com um índice de mortalidade admitido pela prática. Mas em compensação o resultado é fantástico. Para se ter árvores daquele porte, se fossem plantadas mudas, teria exigido anos inteiros”, explica Juliana Casadei, consultora socioambiental do Reviva Mais Campo Grande.

Na opinião dela, o resultado paisagístico da Rua 14 de Julho foi um sucesso, a consultora do projeto esclarece que a substituição das árvores já estava prevista no projeto e que não houve custos aos cofres públicos. “Adotamos uma média do que as pesquisas na literatura apresentam como normal ou estimado para diferentes espécies transplantadas, e somente as que sobreviveram ao procedimento foram pagas. O processo é muito vantajoso, pois de fato se ganha tempo de crescimento no local, já que a árvore já vem adulta”.

Mesmo assim, o projeto de revitalização da Rua Rui Barbosa prevê o plantio de espécies através de mudas, uma técnica mais simples devido ao curto período de execução e para evitar a morte das árvores.

“Não vamos ter esse tempo todo na Rui Barbosa, porque a obra da 14 estava no começo do Programa Reviva, e agora já estamos caminhando para o fim. Para tentar ganhar algum tempo de desenvolvimento, e para evitar os problemas atribuídos a um plantio em áreas onde têm grande circulação de pessoas, foi previsto o plantio de mudas em maior desenvolvido do que o mínimo exigido e padronizado pelo Guia de Arborização Urbana da nossa cidade. O guia estipula um tamanho mínimo de 1,80 metro de altura, nossas mudas serão bem maiores”, adianta Juliana.

A revitalização da Rui Barbosa será realizada do trecho que vai da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) até a avenida Rachid Neder e estão previstas o plantio de 582 mudas.

O processo de arborização será de responsabilidade das empresas contratadas para a execução das obras e poderão ser plantadas espécies de aroeira-pimenteira, chuva-de-ouro, pata-de-vaca, manacá-da-serra, cácia, sendo que 46% delas serão de árvores nativas de Mato Grosso do Sul.

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