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Cidades

Saúde investiga se variante Darwin causou morte por H3N2

Amostra foi encaminhada ao Instituto Adolfo Lutz, em São Paulo

Por Guilherme Correia | 29/12/2021 10:05
Exame foi encaminhado ao Instituto Adolfo Lutz, em São Paulo; na foto, análise é feita no laboratório vinculado ao governo paulista. (Foto: Agência Brasil/Reprodução)
Exame foi encaminhado ao Instituto Adolfo Lutz, em São Paulo; na foto, análise é feita no laboratório vinculado ao governo paulista. (Foto: Agência Brasil/Reprodução)

Há oito dias, um homem, de 21 anos, morreu em decorrência da cepa H3N2 da Influenza A, em Mato Grosso do Sul. De acordo com o assessor militar da SES (Secretaria Estadual de Saúde), coronel Marcello Fraiha, o exame do rapaz está sob análise no Instituto Adolfo Lutz, em São Paulo (SP), para verificar se o caso faz parte da nova gripe, da variante Darwin.

Tal análise partiu de uma demanda das autoridades estaduais de vigilância epidemiológica, que avaliaram ser um caso suspeito desta cepa. “A vigilância epidemiológica solicitou que fosse analisada e já enviamos para o Instituto Adolfo Lutz, o caso de influenza, para verificar se é da variante Darwin”.

O militar explica que, semanalmente, são encaminhadas amostras coletadas em pacientes de influenza ou covid ao laboratório vinculado ao governo paulista ou para unidades da Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz), autarquia do Ministério da Saúde, em Manaus (AM) ou Rio de Janeiro (RJ).

Parte do envio vem de uma análise padrão - que pega 5% dos exames para detecção - mas outros casos atípicos são incluídos na amostragem.

A investigação parte de uma das cinco unidades sentinelas, no Estado, segundo ele, baseadas em Campo Grande, Dourados, Três Lagoas, Ponta Porã e Corumbá. “Elas coletam os exames dos pacientes que apresentem síndromes gripais e são enviadas ao Lacen (Laboratório Central de Saúde Pública) de Mato Grosso do Sul, em Campo Grande”.

“Fazem análise e constatam a influenza, para verificar qual o subtipo - se é H1N1 ou H3N2. Pegamos 5%, semanalmente, ou quando ocorre algum pedido da vigilância epidemiológica do Estado. Por exemplo, quando um paciente que veio de um determinado país, onde há um surto da doença naquela localidade. Quando há suspeita grave, a vigilância epidemiológica pede ao Lacen que faça a análise do subtipo dessa amostra e depois vai ao Instituto.”

Variante Ômicron - Outra preocupação de saúde tem sido a variante Ômicron, do coronavírus. Ela é apontada como mais infecciosa que as mutações originais do vírus causador da covid-19, aumentando a chance de reinfecção.

“Fazemos o sequenciamento genômico, para saber qual subtipo é. Semanalmente, pegamos 10% das amostras dos casos de covid, bem como as situações suspeitas pela vigilância epidemiológica aqui do Estado, a pedido, ou em casos de óbitos confirmados por covid”, explica Fraiha sobre o rastreio de casos.

Segundo dados da Fiocruz, não há confirmação da presença da variante Ômicron em território sul-mato-grossense, até o momento. No entanto, ela já circula no Brasil.

Cuidado - Mais de 31,4 mil pessoas tiveram sintomas respiratórios graves no Estado, em 2021, sendo que 44 testaram positivo para influenza. Desses, todos são do subtipo H3N2, sendo que ao menos duas vítimas foram confirmadas - um campo-grandense, de 21 anos, e uma corumbaense, de 76 anos.

Em toda a pandemia, aproximadamente 370 mil sul-mato-grossenses tiveram covid, dos quais 9,7 mil morreram.

No caso das duas doenças, autoridades médicas recomendam que a população busque as respectivas vacinas, disponibilizadas gratuitamente via SUS (Sistema Único de Saúde). No caso do imunizante contra a influenza, também é oferecido clínicas particulares de vacinação.

O uso de máscaras segue preconizado, já que os vírus também se disseminam por meio de vias aéreas - ou seja, principalmente boca e nariz.

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