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Cidades

Sindicato sugere a funcionários dos Correios que mantenham greve

Fentect pede que os sindicatos façam suas assembleias amanhã (22) e deliberem pela continuidade da greve

Por Adriano Fernandes | 21/09/2020 22:15
Funcionários dos Correios em frente a unidade da empresa em Campo Grande, no início da greve em agosto. (Foto: Henrique Kawaminami)
Funcionários dos Correios em frente a unidade da empresa em Campo Grande, no início da greve em agosto. (Foto: Henrique Kawaminami)

Mesmo após decisão do Tribunal Superior do Trabalho que determinou o fim da greve dos servidores dos Correios, a direção da Fentect (Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios e Telégrafos e Similares), sugeriu aos trabalhadores da empresa que mantenham a greve.

"Conclamamos a todos os trabalhadores e trabalhadores do país a se manterem firmes na greve anterior dos processos de governo, que cumprem o Tribunal Superior do Trabalho para atacar os nossos direitos", diz trecho do informe da federação, que foi direcionado aos funcionários dos Correios após a decisão do TST.

No documento, a Fentect pede que os sindicatos façam suas assembleias amanhã (22) e deliberem pela continuidade da greve. No julgamento do hoje, o TST decidiu que caso o sindicato descumpra a recomendação, será penalizado com multa de R$ 100 mil por dia.

"Não podemos permitir esse ataque, que representa a retirada de até 40% da remuneração dos trabalhadores em meio à pandemia que assola todo o mundo. Uma atitude covarde que os trabalhadores e trabalhadores não vão aceitar, pois a luta é pelo sustento das pessoas de famílias que dependência dessa remuneração ", diz o informe, divulgado pelo portal Uol.

No julgamento de dissidio coletivo, realizado nesta segunda-feira (21), o TST preservou a cláusula que prevê a correção monetária de 2,6% sobre os salários dos funcionários da empresa, o que era negado pelo governo federal.

Também foi descartado pelo Tribunal "abusividade no movimento grevista", derrubando tese da União, mas haverá desconto salarial referente a metade dos dias não trabalhados.

A paralisação começou em 17 de agosto. Em Mato Grosso do Sul, o movimento atingiu os serviços em 34 municípios, com cerca de 70% dos trabalhadores parados.

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