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Capital

Em dia de balanço, polícia segue à caça a agressores de mulheres

Operação nacional visa combate à violência doméstica e começou no dia 19 de fevereiro

Por Ana Paula Chuva e Geniffer Valeriano | 04/03/2026 07:55

RESUMO

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A Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam) divulga o balanço da Operação Mulheres 2026, iniciada em 19 de fevereiro. A ação nacional, coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, visa combater a violência de gênero e o feminicídio. Desde o início da operação, foram realizadas diversas prisões em Mato Grosso do Sul, incluindo um homem que ameaçava uma mulher de morte, dois suspeitos por violência doméstica e um condenado a 9 anos e 6 meses por estupro. A operação integra as Polícias Civil, Militar e Penal em ações de fiscalização e proteção às mulheres.



A Deam (Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher) divulga nesta quarta-feira (4) o balanço da Operação Mulheres 2026, que cumpre mandados de prisão contra agressores desde o dia 19 de fevereiro, quando a ação nacional começou. Na manhã de hoje, equipes das polícias de Mato Grosso do Sul seguem nas ruas em busca dos suspeitos.

Coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, a Operação Mulheres 2026 teve início oficial em 19 de fevereiro e ocorre em todo o país com ações integradas das Polícias Civil, Militar e Penal. Entre as atividades estão cumprimento de mandados judiciais, fiscalização, acompanhamento de medidas protetivas e ações de conscientização.

O objetivo da mobilização é reforçar o enfrentamento à violência doméstica e familiar e prevenir crimes graves contra mulheres, como o feminicídio. As ações seguem programadas até o início de março.

Equipes da Deam, estão desde as primeiras horas desta quarta-feira buscando os alvos. O Campo Grande News estava na sede da especializada por volta das 7h e viatura da PM (Polícia Militar) chegou com um dos suspeitos. O balanço deve ser divulgado no final da manhã.

Mandados - No dia 20 de fevereiro, um homem foi alvo da ação no Bairro Carandá Bosque. Na ocasião, foi cumprido mandado de busca e as equipes da Deam encontraram duas pistolas, carregadores e munições. O suspeito de 40 anos estava sendo investigado por ameaçar de morte a mulher de 34 anos através de mensagens.

Já no dia seguinte, dois homens foram presos pela equipe de Capturas da Deam. Ambos estavam com mandado de prisão preventiva em aberto e foram encontrados nos bairros Parque do Sol e Parque do Lageado. Um deles foi denunciado por ameaça, injúria e lesão corporal praticadas contra a mulher por razões da condição do sexo feminino e o outro por descumprimento de medida protetiva.

Em 24 de fevereiro, a equipe de Capturas do SIG (Setor de Investigações Gerais) da Deam cumpriu mandado de prisão contra um homem de 56 anos. A ordem judicial havia sido expedida pela 2ª Vara Criminal de Ponta Porã por condenação de 9 anos e 6 meses por crimes praticados no contexto de violência doméstica, incluindo estupro. Ele foi encontrado em Antônio João.

 Violência -  Entre 2020 e 2025, o número de processos novos que chegaram ao TJMS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul) sobre casos de violência contra a mulher aumentou 52,9%, saltando de 24.112 para 36.872, recorde do período. Além disso, a quantidade de casos julgados também foi expressiva, passando de 13.341 há cinco anos para 24.202 em todo ano passado, crescimento de 81,4%.

Mas, apesar dos números recordes tabulados no Painel Violência contra a Mulher do CNJ (Conselho Nacional de Justiça), a quantidade de procedimentos judiciais relativos aos casos ainda não julgados também alcança seu pico em 2025: 55.891, maior valor desde 2020, quando o total foi de 46.346. Aumento de 20,6%. No período, o ano de 2022 foi o que apresentou menor quantidade de julgamentos pendentes: 42.555.

Os dados do CNJ indicam ainda que 217 feminicídios tiveram ações ajuizadas no ano passado, valor menor apenas que em 2023, quando foram 219. Nos demais anos, a quantidade de novos casos impetrados ficou entre 150 e 182. Sobre quantos processos de feminicídio foram julgados, o painel indica 258 julgamentos, número bem menor que os 301 de 2023.

Entre os processos de homicídio de mulheres somente pelo fato de serem mulheres, o montante de ações pendentes de julgamento nunca foi tão alto em relação aos últimos cinco anos: 494 processos precisam ser sentenciados, mas ainda não foram. Nos anos anteriores, os números foram de 301, 342, 406, 458 e 451, respectivamente, entre 2020 e 2024.

O mesmo painel fornece dados de medidas protetivas solicitadas no âmbito do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul. Em 2025 foram 22.220 e dentro desse total, 94% foram concedidas, o que representa 13.553. O restante se divide entre proteções negadas (898); revogadas (5.181); prorrogadas (1.754); concedidas por autoridade policial (776); e revogadas após serem concedidas por autoridade policial (38).

Se você vive ou testemunha alguma forma de agressão, denuncie. O 180 atende 24 horas e pode orientar e acolher. Em situações de risco imediato, ligue 190. Seu gesto pode salvar uma vida.

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