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Cidades

STJ nega habeas corpus para dono do Shopping China, alvo da Lava Jato

Ele teve a prisão decretada pela Justiça Federal do Rio de Janeiro na operação Patrón, mas segue no Paraguai

Aline dos Santos | 27/12/2019 10:10
No último dia 19, STJ negou pedido de habeas corpus a empresário.  (Foto: Arquivo)
No último dia 19, STJ negou pedido de habeas corpus a empresário. (Foto: Arquivo)

O STJ (Superior Tribunal de Justiça) indeferiu liminarmente habeas corpus para Felipe Cogorno Alvarez, diretor do Grupo Cogorno, administrador do Shopping China, maior loja de importados da América Latina, localizado em Pedro Juan Caballero, cidade vizinha de Ponta Porã. Ele teve a prisão decretada pela Justiça Federal do Rio de Janeiro na operação Patrón, uma das fases da Lava Jato realizada em novembro pela PF (Polícia Federal).

No Paraguai, o empresário, que não foi localizado, tentou um salvo-conduto do TRF 2 (Tribunal Regional Federal da 2ª Região), mas o pedido foi negado. Na ocasião, em 25 de novembro, a defesa informou que a próxima etapa era pedir a liberdade no STJ. No último dia 19 de dezembro, véspera do recesso do Poder Judiciário, o habeas corpus foi negado pelo ministro Rogerio Schietti Cruz.

Felipe Cogorno foi denunciado pelo MPF (Ministério Público Federal) do Rio de Janeiro por organização criminosa e lavagem de dinheiro. A lista tem 19 pessoas, acusadas de formar uma organização especializada em lavagem de dinheiro e outros crimes que operava pelo menos desde os anos 2000.

Sob o comando de Dario Messer, conhecido com o “doleiro dos doleiros”, era praticado câmbio ilegal, evasão de divisas e lavagem de dinheiro.

Na fase do inquérito policial, a defesa do empresário alegou que o documento era “uma colcha de retalhos na qual nenhum pedaço combina com o outro, um FRANKSTEIN em que nenhuma parte se encaixa, formando um corpo disforme e sem vida”.

Pela investigação, Cogorno teria prestado auxílio ao doleiro Najun Turner para ocultar US$ 500 mil que seriam entregues pela noiva de Dario Messer, Myra de Oliveira Athayde, em escritório de Assunção (Paraguai). A reportagem não conseguiu contato com a defesa nesta sexta-feira.

Em Ponta Porã, também foi alvo a família Mota, com forte atuação no ramo da pecuária. Cecy Mendes Gonçalves da Mota e os filhos estão em liberdade, conforme informado pela defesa no último sábado (dia 21).

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