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Cidades

Réu por tentativa de homicídio, tenente da reserva é demitido da PM

Decreto mantém proventos de Valmir de Menezes e não informa motivo da saída da corporação

Por Bruna Marques | 08/07/2026 07:53
Réu por tentativa de homicídio, tenente da reserva é demitido da PM
Entrada do Presídio Militar, no Complexo Penal de Campo Grande (Foto: Arquivo/Campo Grande News)

O tenente da reserva Valmir de Menezes foi demitido da Polícia Militar de Mato Grosso do Sul. A decisão foi publicada no Diário Oficial desta quarta-feira (8) e é assinada pelo governador Eduardo Riedel.

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Tenente da reserva Valmir de Menezes foi demitido da Polícia Militar de Mato Grosso do Sul por determinação judicial, conforme decreto assinado pelo governador Eduardo Riedel e publicado no Diário Oficial desta quarta-feira. Mesmo afastado da corporação, ele continuará recebendo os proventos da reforma. O militar acumula passagens por porte ilegal de arma em 2019, confronto com policiais em 2021 e denúncia por tentativa de homicídio em 2024.

Mesmo fora da corporação, ele não terá mudança no valor que recebe como militar reformado. Ou seja, conforme a publicação, Valmir deixa de fazer parte dos quadros da Polícia Militar, mas continua recebendo os proventos da reforma.

O decreto informa que a demissão cumpre uma determinação da Justiça. A publicação também menciona regras da própria Polícia Militar e documentos de órgãos do Governo do Estado que embasaram a medida.

Valmir acumula passagens por ocorrências graves. Em 2024, ele foi denunciado pelo MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul) por tentativa de homicídio contra um homem. Segundo a denúncia, o caso ocorreu em 11 de agosto daquele ano, na MS-473, em Nova Andradina (MS).

Conforme o Ministério Público, Valmir teria chamado a vítima para fazer um orçamento em uma obra e, depois, o teria convidado para ingerir bebida alcoólica no distrito de Amandina, acompanhado de outras duas pessoas. No trajeto de volta para Nova Andradina, ainda segundo a denúncia, Valmir teria dito que precisava “matar alguém”.

A vítima teria feito uma chamada de vídeo para um amigo, com o objetivo de informar a localização e registrar quem estava no carro. Nesse momento, de acordo com o Ministério Público, Valmir sacou um revólver, exigiu que o homem entregasse o celular e afirmou que ele morreria de qualquer forma.

Ainda conforme a denúncia, Valmir também teria usado uma faca para atingir a vítima no braço, na orelha e no rosto. Para escapar, o rapaz teria segurado o pescoço do motorista, que perdeu o controle da direção e parou o veículo. A vítima conseguiu sair do carro, mas Valmir teria feito disparos de arma de fogo contra ela. O homem não foi atingido pelos tiros e conseguiu fugir.

O Ministério Público afirma ainda que Valmir deixou o local levando o celular da vítima. Ao ser ouvido pela polícia, ele ficou em silêncio.

Além do caso de 2024, Valmir já havia sido preso em flagrante em julho de 2021, depois de uma ocorrência que começou com um acidente de trânsito e terminou em confronto com policiais militares. Segundo o registro policial, ele bateu o carro que dirigia em outro veículo, fugiu do local e foi localizado posteriormente em uma residência.

Na ocasião, conforme o boletim, Valmir estava alterado e com sinais de embriaguez. Ele teria xingado colegas de farda, desacatado oficiais e resistido à ida para a delegacia. Os policiais precisaram imobilizá-lo e algemá-lo.

Durante audiência de custódia, Valmir alegou ter sido torturado. Disse que foi colocado de forma violenta no camburão, que teve as algemas apertadas e que sofreu constrangimento com a presença da imprensa na delegacia.

O militar também já havia sido preso em 2019 por porte ilegal de arma em um hotel de Deodápolis. Na época, segundo o registro, ele portava um revólver calibre 32 sem documentação.

A publicação desta quarta-feira não detalha qual caso motivou diretamente a demissão. O decreto apenas informa que a medida cumpre uma determinação da Justiça.

O Campo Grande News solicitou resposta à Polícia Militar sobre o motivo concreto da demissão. Segundo a corporação, a exclusão foi motivada pelo conjunto de processos envolvendo Valmir de Menezes, sem indicar um caso específico.

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