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Aluna denuncia personal por estupro em sala reservada de academia

Jovem disse que foi levada para avaliação física, impedida de sair e tocada sem consentimento

Por Bruna Marques | 08/07/2026 09:03
Aluna denuncia personal por estupro em sala reservada de academia
Foto ilustrativa mostra área reservada dentro de academia. Caso é investigado pela Polícia Civil (Foto: Reprodução)

Jovem de 19 anos denunciou um personal trainer por violência sexual dentro de uma academia na noite desta terça-feira (7), em Amambai, a 351 quilômetros de Campo Grande. A Polícia Militar foi acionada pela mãe da vítima, após a jovem chegar em casa chorando e abalada emocionalmente.

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Uma jovem de 19 anos denunciou um personal trainer por violência sexual em uma academia de Amambai, a 351 km de Campo Grande, na noite de terça-feira (7). Segundo o boletim de ocorrência, o suspeito a levou a uma sala reservada, fez perguntas íntimas, tocou seu corpo sem consentimento e a impediu de sair. A Polícia Militar orientou a vítima a registrar a denúncia na Polícia Civil. O personal negou ter conhecimento da acusação.

Conforme consta no boletim de ocorrência, a aluna relatou que treinava há cerca de um mês na academia, no horário das 19h às 20h, e passou a ser orientada pelo profissional. Com o passar dos dias, ele teria feito comentários insistentes para que ela permanecesse no local após o fim do treino, até o fechamento da academia, sob o argumento de que isso melhoraria os resultados.

A vítima também contou que, em outra ocasião, teria sido pressionada a gravar um áudio de teor malicioso chamando amigos do personal para treinar. Ela teria recusado inicialmente, mas afirmou ter enviado a mensagem após insistência e pressão psicológica.

Na noite de terça-feira, conforme o relato, o profissional teria dito que precisava fazer uma avaliação física e tirar medidas da aluna. Ela recusou, mas ele teria insistido e a levado para uma sala reservada dentro da academia. No local, passou a fazer perguntas íntimas e pediu que ela retirasse parte da roupa, sob a justificativa de que as peças poderiam interferir nas medidas.

Ainda segundo a denúncia, após a negativa da jovem, o homem teria se aproximado e tocado partes do corpo dela sem consentimento. A vítima relatou que tentou sair da sala, mas foi impedida. O suspeito teria gritado, batido em uma mesa e afirmado que ela só sairia quando ele permitisse, mantendo a porta trancada.

A jovem também afirmou que o personal tentou forçá-la a praticar ato sexual, mas ela resistiu e conseguiu impedir que a situação avançasse. Depois, ele teria dito que a deixaria sair, desde que ela agisse como se nada tivesse acontecido, cumprimentasse normalmente pessoas que ainda estavam na academia e não contasse o caso a ninguém.

Ao sair da sala, a vítima relatou ter cruzado com um homem ligado ao personal, que teria feito um comentário insinuando que também queria passar por uma “avaliação” com ela. Ela não soube informar o nome dele. Em seguida, deixou a academia sem falar com ninguém e foi para casa, onde contou o caso à mãe.

A Polícia Militar orientou a vítima a procurar a Polícia Civil para registrar a denúncia formalmente e representar contra o suspeito. A corporação não conduziu ninguém durante o atendimento e encaminhou o boletim à Polícia Civil para as providências cabíveis.

O Campo Grande News entrou em contato com o personal na manhã desta quarta-feira. Ele afirmou não ter conhecimento da denúncia e disse que não tinha nada a declarar. A reportagem também tentou falar com a vítima, mas as mensagens não foram entregues e o telefone estava desligado.

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