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Campo Grande, Segunda-feira, 09 de Dezembro de 2019

03/12/2019 18:15

Três meses depois de operação contra cigarreiros, dois são condenados

Investigação da Polícia Federal identificou quadrilha responsável por contrabando de produto vindo do Paraguai

Marta Ferreira
Um dos depósitos monitorados pela Polícia Federal para a investigação que levou à Operação Teça. Um dos depósitos monitorados pela Polícia Federal para a investigação que levou à Operação Teça.

Três meses depois de deflagrada a Operação Teçá, em agosto deste ano, a Justiça Federal já tem condenações de réus por fazer parte da máfia do cigarro contrabandeado, os acusados Deividy Fernando Panício dos Santos e Rodrigo Barros Araújo. Deividy recebeu pena de 5 anos e 10 meses de reclusão em regime fechado e Rodrigo vai cumprir 4 anos e 4 meses em regime semiaberto.
A ação, desenvolvida pela Polícia Federal, cumpriu 40 mandados 40 mandados de prisão preventiva e mais de 30 ordens de busca e apreensão.

O juiz responsável, Ricardo William Carvalho dos Santos, de Naviraí, a 366 quilômetros de Campo Grande, proferiu a primeira sentença no dia 28 de novembro.

A Justiça Federal divulgou que o processo foi desmembrado em relação aos demais réus, que se encontram soltos, com previsão “para breve” julgamento.

A Teçá investiga a ação e cigarreiros em Mato Grosso do Sul, Paraná e no Rio Grande do Norte. Apontado como um dos líderes do grupo pelo MPF (Ministério Público Federal), Terifran Ferreira de Oliveira é um dos réus soltos. Ele foi liberado em outubro, sob fiança de R$ 100 mil.

Rota – Conforme a investigação apontou, a organização criminosa tinha o objetivo de internalizar irregularmente cigarros estrangeiros do Paraguai bem como garantir que a carga alcançasse, no território brasileiro, seu destinatário.

Após o ingresso da carga ilícita no Brasil, o motorista seguia em uma espécie de corredor logístico criado pela organização até as cidades de Iguatemi e Eldorado para dali seguir para o estado do Paraná.

A denúncia aponta que, antes de o motorista passar por esses pontos, batedores de pista avisavam o coordenador responsável pela região sobre a presença de forças estatais de fiscalização na via.

Cargas milionárias - A Polícia Federal divulgou, durante as apurações, foram apreendidos R$ 144 milhões em contrabando, 155 veículos usados para transportar os cigarros ilegais e 75 pessoas foram presas.

A operação foi batizada de Teçá, que no idioma guarani significa “estado de atenção”, segundo a PF, por causa a rede de olheiros e batedores que as quadrilhas de cigarreiros utilizam para monitorar a polícia e fugir da fiscalização.

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