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Azul, a cor preferida e surpreendentemente a mais cara

Por Mário Sérgio Lorenzetto | 02/01/2026 06:30
Azul, a cor preferida e surpreendentemente a mais cara

À pergunta de qual é sua cor preferida, há boas razões para suspeitar que tua resposta será o azul. A imensa maioria dos povos ocidentais tem essa opinião. Em uma pesquisa realizada para a “Psicologia da cor”, 46% dos homens e 44% das mulheres escolheram o azul como sua cor predileta. Somente 1% dos homens e 2% das mulheres afirmaram que não gostavam.


Azul, a cor preferida e surpreendentemente a mais cara

Verde, muito atrás do azul.

O verde, em comparação, conta com 16% dos homens e 15% das mulheres. A pesquisa mostrou que o azul está associado a emoções eminentemente positivas como a simpatia, a harmonia, a amizade e a confiança. Só há um lugar onde o azul não pode entrar: na comida. O azul também está associado ao vasto, profundo e artístico, aliás, há vários artistas que afirmam que “a arte é azul”.


Azul, a cor preferida e surpreendentemente a mais cara

O pigmento mais caro do mundo.

Até finais do XIX, os estudiosos apresentavam a teoria de que os gregos e romanos eram cegos ao azul. Essa era uma cor quase inexistente em Roma e Atenas. Agora, sabemos que as civilizações antigas eram iguais à nossa quanto ao azul. Os gregos praticamente não a usaram. Os romanos “descobriram” o azul. Era um pigmento relacionado com os bárbaros de tal maneira que não existia um só tom de azul aceitável. E era relacionado com a morte e o inferno. A verdade é que o pigmento azul, chamado então de “ultramar”, só existia nas montanhas do Afeganistão. O lápis-lazuli, minério que originava o pigmento azul, para chegar a Roma custava uma verdadeira fortuna.


Azul, a cor preferida e surpreendentemente a mais cara

Budas de Bamiyan, a primeira vez que usaram o azul.

É bem provável que você recorde dos Budas de Bamiyan, destruídos pela fúria talibã. Aquelas figuras, outrora colossais, eram acompanhadas por afrescos de cor azul. É extraordinário pensar que essas esculturas foram o primeiro uso conhecido do pigmento azul. A imbecilidade religiosa levou à destruição de uma arte histórica única.

 

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