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Campo Grande, Segunda-feira, 14 de Outubro de 2019

27/03/2019 08:59

Tribunal de Justiça não livra cunhado de prisão preventiva no Caso Marielly

O pedido de liberdade foi negado pelo desembargador Emerson Cafure, da 1ª Câmara Criminal

Aline dos Santos
Em 2011, Hugleice (de camisesta listrada) levou cunhada para fazer aborto. Marielly, de 19 anos, morreu no procedimento. (Foto: Arquivo)Em 2011, Hugleice (de camisesta listrada) levou cunhada para fazer aborto. Marielly, de 19 anos, morreu no procedimento. (Foto: Arquivo)

O Tribunal de Justiça não livrou Hugleice da Silva da prisão preventiva no processo pela morte de sua cunhada, Marielly Barbosa, de 19 anos, provocada por um aborto mal sucedido em 2011. A Justiça de Sidrolândia, a  71 km de Campo Grande, decretou a prisão em 8 de março.

Atualmente, Hugleice já está preso por esfaquear a esposa Mayara Barbosa, irmã de Marielly. Neste cenário, caso consiga liberdade pelo crime cometido no Mato Grosso, onde o casal morava, segue preso pelo Caso Marielly.

A defesa entrou com pedido de habeas corpus em 19 de março. As justificativas apontam que os supostos crimes de provocar aborto em gestante mediante grave ameaça ou violência e destruição e ocultação de cadáver aconteceram há sete anos e meio. Também é destacado que ele “jamais prejudicou” o andamento do processo.

O pedido de liberdade foi negado pelo desembargador Emerson Cafure, da 1ª Câmara Criminal. Segundo a decisão, a ordem de habeas corpus em caráter liminar somente é possível diante de inequívoca demonstração da ilegalidade. E a decretação da prisão atendeu o resguardo da ordem pública.

Aborto - Em 2011, Hugleice ficou conhecido em Mato Grosso do Sul por ter levado a cunhada Marielly para fazer um aborto, que terminou em morte. Ele nega ser o pai da criança que a jovem estava esperando. Na época, Hugleice e o enfermeiro Jodimar Ximenes Gomes, que fez o procedimento, esconderam o corpo da jovem.

O cunhado ainda ajudou nas buscas pela moça considerada, inicialmente, desaparecida. A procura por Marielly mobilizou todo o Estado. O enfermeiro aguarda o julgamento pelo crime em liberdade.

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