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Cidades

Velho sonho da PF, construção de delegacias na rota do crime começa em 2021

No caso de Corumbá, por exemplo, um nova delegacia está nos planos há 15 anos

Por Aline dos Santos e Clayton Neves | 19/01/2021 09:27
Novas viaturas foram entregue hoje na Superintendência da PF em Campo Grande. (Foto: Marcos Maluf)
Novas viaturas foram entregue hoje na Superintendência da PF em Campo Grande. (Foto: Marcos Maluf)

Localizadas nas principais rotas do crime em Mato Grosso do Sul, as delegacias da PF (Polícia Federal) em Corumbá (fronteira com a Bolívia) e Ponta Porã (fronteira com o Paraguai) adentram a 2021 com o velho sonho da sede nova. No caso de Corumbá, por exemplo, a construção da nova delegacia está nos planos da PF há 15 anos.

Segundo o superintendente da PF, Marcelo Correia Botelho, a expectativa é de que as obras comecem no segundo semestre. “O objetivo é construir delegacia mais moderna. Inclusive, com espaço para treinamento com estande de tiro. O policial pode treinar antes de trabalhar”, afirma Botelho.

O novo chefe da Polícia Federal assumiu em setembro. “Fiz diagnóstico e foram traçadas metas, com projeto de estruturar e modernizar a PF. Pretendemos construir as delegacias de Ponta Porã e Corumbá. Já licitamos os projetos executivos”.

Nesta terça-feira (dia 19), a Polícia Federal recebeu 23 viaturas e deu posse a 29 policiais para atuarem no Estado.  As viaturas são do modelo Trailblazer, automáticas e semiblindadas.

Delegacia da PF em Ponta Porã, fronteira com o Paraguai. (Foto: Marcos Maluf)
Delegacia da PF em Ponta Porã, fronteira com o Paraguai. (Foto: Marcos Maluf)

Parte das viaturas e do reforço de efetivo vai para a fronteira. “Vai ficar com número suficiente. Mas sempre é possível melhorar, estamos esperando mais viaturas e a PF abriu concurso”, diz Botelho.

Fronteira com a Bolívia, Corumbá é rota para o tráfico de cocaína e também evasão de dividas. Já Ponta Porã é irmã gêmea de Pedro Juan Caballero, cidade paraguaia disputada pelas facções criminosas. O País vizinho cultiva maconha e funciona como central de distribuição da cocaína para o Brasil, além do contrabando de armas e cigarros.


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