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Campo Grande, Sexta-feira, 22 de Fevereiro de 2019

10/02/2019 12:07

Em protesto, índios paraguaios acusam brasileiro de expulsá-los de terra

Área em questão está localizada em Corpus Christi, município próximo a Sete Quedas

Mayara Bueno
Indígenas Avá-Guarani em protesto sobre terra em Guaíra, Paraná. Estado também faz fronteira com Paraguai. (Foto: De olho nos ruralistas).Indígenas Avá-Guarani em protesto sobre terra em Guaíra, Paraná. Estado também faz fronteira com Paraguai. (Foto: De olho nos ruralistas).

Há três meses, 37 famílias indígenas da etnia avá-guarani estão acampadas na frente do Congresso do Paraguai, em Assunção. Eles alegam que foram expulsas de suas terras por pistoleiros contratados por um fazendeiro brasileiro. As informações foram divulgadas pela Folha de São Paulo neste domingo (dia 10).

O ataque relatado pelos índios teria ocorrido em 28 de outubro de 2018 na comunidade Takuara´i, localizada no município paraguaio de Corpus Christi, que fica próximo a Sete Quedas, cidade ao sul em Mato Grosso do Sul.

À reportagem da Folha, a liderança Derlis Lopes, 34, disse por telefone que os pistoleiros torturaram crianças e idosos, mataram galinhas e cachorros. O mandante, segundo ela, seria o fazendeiro brasileiro Fábio Siqueira Fernandes, de Sete Quedas. Ele também teria relação com o assassinato do indígena Isidoro Barrio, em 16 de setembro passado.

Os indígenas acampados foram recebidos pelo presidente do Instituto Nacional de Desenvolvimento Rural da Terra, Horacio Torres, equivalente ao Incra, no Brasil.

Após o encontro, que ocorreu no fim de janeiro, o presidente afirmou à imprensa que estava tomando conhecimento da situação e que avaliava fazer uma vistoria técnica na região da comunidade.

O fazendeiro Fábio Fernandes negou à Folha, também por telefone, uso de violência. Segundo ele, a terra foi adquirida pelo pai e que os índios deixaram a região após pagamento em dinheiro às lideranças.

Acrescentou, ainda, que o pai obteve o título da terra, que hoje está em nome de sua esposa, de nacionalidade paraguaia, em 1982. O fazendeiro afirmou que o homicídio é “invenção”.



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