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Cidades

“Se continuar assim, Lago do Amor acaba em 2040”, admite UFMS

Por Aliny Mary Dias | 30/07/2013 10:37
Assoreamento é causado por desenvolvimento urbano na região, segundo professor (Foto: Marcos Ermínio)
Assoreamento é causado por desenvolvimento urbano na região, segundo professor (Foto: Marcos Ermínio)

O desenvolvimento urbano na região dos córregos Cabaça e Bandeira é a principal causa do assoreamento do Lago do Amor, segundo o professor e coordenador de operações da UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul), João Jair Sartorello. Para o especialista, se a situação continuar no ritmo atual, o lago deve acabar em 27 anos.

A manutenção do lago é de responsabilidade da universidade já que o espaço fica na reserva natural da UFMS. Sartorelo explica que todos os meses são retirados do lago lixos e sedimentos que somam 1 tonelada.

“Nós fazemos a manutenção periódica e retiramos sacos plásticos, garrafas pets e outros tipos de sedimentos. Nós temos uma média de 12 toneladas por ano retiradas do lago”, afirma.

Um monitoramento do avanço do assoreamento também é feito por uma equipe da universidade. O professor afirma que a situação vivida na região foi agravada com os empreendimentos imobiliários construídos na região da avenida Interlagos.

Para o professor, a saída para que o espaço volte a ter as características de um lago e não de praias artificiais com o encontrado hoje só será descoberta a partir de uma força-tarefa. “Os órgãos de proteção ambiental precisam se unir e fazer um esforço conjunto para encontrar uma solução porque se continuar assim, o lago vai deixar de existir em 2040”.

A universidade encaminhou ofício à Semadur (Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano) e ao Ibama (Instituto Brasileiro Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Ambientais) para que uma providência seja tomada em relação aos prédios que, segundo os especialistas, são responsáveis por agravar a situação.

Problemas - A situação crítica pode fazer com que o lago se transforme em um grande brejo, segundo o biólogo, doutor em Ecologia e consultor ambiental José Milton Longo.

A urbanização no entorno agrava os danos ambientais na represa d’água dentro da reserva natural da UFMS. Um residencial está sendo construído ao lado da reserva, o que deve elevar a ocupação humana e o tráfego de veículos na região. A situação do lago, se nenhuma medida for adotada, deve piorar.

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