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Campo Grande, Quinta-feira, 14 de Dezembro de 2017

30/07/2013 10:37

“Se continuar assim, Lago do Amor acaba em 2040”, admite UFMS

Aliny Mary Dias
Assoreamento é causado por desenvolvimento urbano na região, segundo professor (Foto: Marcos Ermínio)Assoreamento é causado por desenvolvimento urbano na região, segundo professor (Foto: Marcos Ermínio)

O desenvolvimento urbano na região dos córregos Cabaça e Bandeira é a principal causa do assoreamento do Lago do Amor, segundo o professor e coordenador de operações da UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul), João Jair Sartorello. Para o especialista, se a situação continuar no ritmo atual, o lago deve acabar em 27 anos.

A manutenção do lago é de responsabilidade da universidade já que o espaço fica na reserva natural da UFMS. Sartorelo explica que todos os meses são retirados do lago lixos e sedimentos que somam 1 tonelada.

“Nós fazemos a manutenção periódica e retiramos sacos plásticos, garrafas pets e outros tipos de sedimentos. Nós temos uma média de 12 toneladas por ano retiradas do lago”, afirma.

Um monitoramento do avanço do assoreamento também é feito por uma equipe da universidade. O professor afirma que a situação vivida na região foi agravada com os empreendimentos imobiliários construídos na região da avenida Interlagos.

Para o professor, a saída para que o espaço volte a ter as características de um lago e não de praias artificiais com o encontrado hoje só será descoberta a partir de uma força-tarefa. “Os órgãos de proteção ambiental precisam se unir e fazer um esforço conjunto para encontrar uma solução porque se continuar assim, o lago vai deixar de existir em 2040”.

A universidade encaminhou ofício à Semadur (Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano) e ao Ibama (Instituto Brasileiro Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Ambientais) para que uma providência seja tomada em relação aos prédios que, segundo os especialistas, são responsáveis por agravar a situação.

Problemas - A situação crítica pode fazer com que o lago se transforme em um grande brejo, segundo o biólogo, doutor em Ecologia e consultor ambiental José Milton Longo.

A urbanização no entorno agrava os danos ambientais na represa d’água dentro da reserva natural da UFMS. Um residencial está sendo construído ao lado da reserva, o que deve elevar a ocupação humana e o tráfego de veículos na região. A situação do lago, se nenhuma medida for adotada, deve piorar.

 



O lago do amor é um lago artificial já sofreu com a eutrofização e poderia ter se transformado em um pântano se não fosse as ações realizadas pelos professores da área de ambiental. O problema não vai ter fim enquanto existir o córrego que alimenta o lago é dali que vem a sujeira e o entulho teria que fazer uma estação de tratamento antes da chegada ao lago
 
William Alves em 30/07/2013 20:09:32
Nao se pode perder uma beleza natural como a de campo grande por causa de urbanizaçao...isso é falta de desenvolvimento sustentavel!!! nao se pode tambem deixar em situaçao critica um dos pontos de referencia de campo grande!!! o lago do amor...tenho aqui uma foto onde o lago está lindo,nao posso acreditar que ele está acabando a cada dia!
 
RAFAEL ALVES em 30/07/2013 17:46:46
Esse Gerson Capollare só pode ser doente mental!
 
Cristiane Duarte em 30/07/2013 16:57:50
Estudo no DEA e fico indignado com a quantidade de lixo no Lago, NINGUÉM LIMPA! Acho que é indiscutível que povo é sem educação e joga de tudo no lago, mas mesmo assim "alguém" deveria fazer a limpeza do local, qualquer lugar onde existe fluxo de pessoas necessita de manutenção. Até um dos bancos ARRANCARAM e jogaram dentro do lago.
 
Neto Bittencourt em 30/07/2013 16:33:30
PISTA DE PATINAÇÃO EM PLENA CAMPO GRANDE SERIA A IDEIA MAIS DESNECESSÁRIA!! ONDE ESTAMOS, QUE MUNDO QUEREMOS?
 
pablo rodrigues em 30/07/2013 15:10:24
É o fim da picada mesmo, 99% da população lutando pela preservação do meio ambiente, enquanto uns imbecis feito o sr. Gerson Caporalle vem falar em cimentar tudo, ignorancia tem de sobra em certos individuos...
 
marcos smoliak em 30/07/2013 15:01:47
Bastam alguns minutos no entorno do lago que logo flagramos MUITAS pessoas descartando lixo na beira do lago, e muitas vezes, jogando lixo dentro do mesmo. Isso ninguém fala! É fácil culpar um ou outro. Quanta hipocrisia.
 
Adriano Humberto Ferreira de Souza em 30/07/2013 14:11:19
Muitas pessoas compartilham sua parcela de culpa neste fato LAMENTÁVEL!!! Poder Público e a grande maioria dos habitantes da região, são os responsáveis pelo assoreamento do lago. A construção desenfreada, e sem planejamento ambiental, de edifícios pode ter agravado a situação caótica de poluição. Mas a falta de consciência dos moradores da região e até dos visitantes do lago, ponto turístico muito frequentado pelos campo-grandenses, também colabora com sua degradação. De nada resolve culparem Orgãos Públicos que deveriam zelar por esse patrimônio municipal, ou condenarem as construtoras,se a própria população não respeita sua biodiversidade.
 
Adriano Humberto Ferreira de Souza em 30/07/2013 14:06:15
Deveriam cimentar tudo e fazer uma pista de patinação. Miuto mais útil do que criar as capivaras.
 
Gerson caporalle em 30/07/2013 13:40:54
Esse povo ta muito otimista se soubessem do tanto de construções que esta acontecendo em áreas que deveria ser proibidas, não dava um tempo tão longo assim. Os ativista em vez de fazer macha da maconha porque não faz um protesto pela preservação das áreas da cidade.
O nosso amigo Antonio paredes tem razão, esses políticos deve ganhar Apartamentos para deixar essas construir dentro dessas áreas. Alguém já entrou naquele Jatobás frente ao shopping Cgde. passa um riacho no meio com uma pequena reserva particular, area de preservação....
 
Ademir Gregorio em 30/07/2013 12:54:52
Que tal se a UFMS contratasse profissionais de outras Universidades para que eles encontrem uma solução? Seria bom ter pessoas que entendem do assunto cuidando de uma coisa tão grave quanto a extinção de um lago, se não temos que ache uma saída, contratamos então... podiam também buscar recursos junto à Plaenge, já que ela com certeza é responsável por parte do problema, se o pessoal do Radio Clube campo também contribuiu com a cáca, eles também devem contribuir com a solução do problema, o que não pode é ficar um olhando para a cara do outro esperando o lago minguar.
 
MAXIMILIANO RODRIGO ANTONIO NAHAS em 30/07/2013 12:44:57
Enquanto não forem colocadas em prática políticas públicas que amenizem os efeitos destrutivos da urbanização desenfreada, muitos danos ambientais irreversíveis ainda acontecerão.
Com relação ao lago do Amor, onde estão os órgãos de fiscalização e de defesa do meio ambiente? O Ministério Público e a Promotoria do Meio Ambiente? "Alguém" tem que tomar "alguma" providência.
 
Antonio Paredes em 30/07/2013 12:06:51
É engraçado, a prefeitura libera construções desordenadas em troca de favores e depois da coisa feita querem culpar alguém....
 
marcos smoliak em 30/07/2013 12:00:00
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