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Campo Grande, Sexta-feira, 15 de Dezembro de 2017

05/06/2014 15:46

A 7 dias da Copa, PRF mantém postos abertos, mas PF para no Estado

Zana Zaidan
PRF atesta que todos os postos de fiscalização foram mantidos abertos (Foto: Arquivo)PRF atesta que todos os postos de fiscalização foram mantidos abertos (Foto: Arquivo)

A sete dias da abertura da Copa do Mundo, os policiais de Mato Grosso do Sul convocados para atuar em Cuiabá, uma das cidades-sede, já deixaram o Estado. Com a saída de parte do efetivo, as instituições começam a sentir o efeito do desfalque. A Polícia Federal praticamente parou no Estado por causa do envio de agentes para outros estados. 

Algumas operam “no limite”, mas adotaram mecanismos para atuar até o fim da competição, no dia 13 de julho, enquanto outras mantém o alerta de que, principalmente a região de fronteira e a Capital, estarão expostas ao crime organizado.

Mesmo com a convocação de 115 dos 450 policiais, a PRF (Polícia Rodoviária Federal) conseguiu manter todos os postos de fiscalização em funcionamento, garante o presidente do sindicato da categoria, Lúcio Nogueira.

Hoje, são 16 – seis já estavam desativados antes do chamado da Fifa, por causa de reformas – e a média diária de policiais foi mantida em três. “O pessoal do administrativo foi deslocado para a fiscalização, com isso, conseguimos segurar a rotina”, afirma Nogueira.

Na parte administrativa, o impacto, acrescenta, são pequenos atrasos que não devem prejudicar a população, na avaliação do presidente. “Um recurso de multas, por exemplo, que antes era analisado em uma semana, vai levar de dez a 15 dias, mas o prazo legal é 30, ou seja, não haverá prejuízo”.

 

No dia 25, militares embarcaram para Cuiabá (Foto: Arquivo)No dia 25, militares embarcaram para Cuiabá (Foto: Arquivo)

PF - Da Polícia Federal, que conta com efetivo de 200 agentes no Estado, afirma o sindicato representativo, 160 profissionais foram convocados, quantidade que fez as cinco delegacias - de Corumbá, Dourados, Ponta Porã, Naviraí e Três Lagoas – “pararem”.

“Não se faz inteligência e investigação com 40 homens. Ontem estive em Dourados e Ponta Porã, e quem ficou só consegue fazer o plantão, porque não têm como fazer mais nada. Digam o que quiserem, mas o Estado está, sim, aberto para o crime”, atesta o presidente do Sinpef/MS, Jorge Caldas, sobre a vulnerabilidade da faixa de fronteira. Ao Campo Grande News, o superintendente da PF afirmou que o planejamento para a Copa é realizado há meses e, por isso, não há risco.

O Exército também enviou 1,1 mil militares para o Mato Grosso. Polícia Militar e Corpo de Bombeiros também reforçam a segurança da Copa em Cuiabá, mas a Sejusp (Secretaria Estadual de Justiça e Segurança Pública), ou a ACS – associação que representa os cabos e soldados da PM e bombeiros – não informam o efetivo.



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