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Campo Grande, Quinta-feira, 14 de Dezembro de 2017

14/11/2013 15:17

Acadêmico de engenharia elétrica está desaparecido desde 3ª feira

Zana Zaidan
Múcio tem 23 anos e foi visto pela última vez em Campo Grande, na região da saída para Cuiabá (Foto: Reprodução)Múcio tem 23 anos e foi visto pela última vez em Campo Grande, na região da saída para Cuiabá (Foto: Reprodução)

O estudante universitário Múcio Paula de Freitas, 23 anos, está desaparecido desde a noite de terça-feira (12). Ele foi visto pela última vez por volta das 11 horas de ontem em um bar, na rua Dr. Cícero de Campos, no bairro Cerejeira, na saída para Cuiabá, próximo do Atacadão, em Campo Grande.

Múcio sofre de transtornos psiquiátricos e teve um surto no último dia 6, quando tentou suicídio, e a preocupação da família é que, sem a medicação adequada, ele tenha uma recaída.

Na noite de terça-feira, o pai do rapaz, o motorista Antônio Paula de Freitas, esteve com o filho na rodoviária de Campo Grande. Neste dia, de passagem comprada, ele viajaria para Belo Horizonte, onde a mãe e os irmãos moram, no ônibus das 19 horas, no entanto, ele não embarcou.

Antônio descobriu que o filho não entrou no ônibus porque Múcio enviou uma mensagem para a mãe, dizendo que tinha desistido da viagem porque precisava fugir de uma “gangue que queria matá-lo”.

O pai voltou à rodoviária e entrou em contato com a empresa de ônibus. Foi confirmado que um dos passageiros não havia embarcado e, ao mostrar a foto do filho, uma funcionária reconheceu o rapaz.

Pistas – Ontem, por volta das 11 horas, Múcio entrou em contato com o pai, por telefone, pedindo socorro. “Ele me disse que não agüentava mais, que precisava dos remédios com urgência, e queria que eu fosse buscá-lo, dizendo que estava me esperando em um bar”, conta Antônio. O pai pediu que ele passasse o celular para alguém, e o dono do bar informou o endereço. Ele levou cerca de 40 minutos para chegar ao local, no entanto, Múcio já não estava mais lá. “Uma quatro quadras à frente, pedreiros de uma obra me confirmaram que ele tinha passado por lá. Passei a tarde rodando, procurando meu filho, e só voltei para casa quando escureceu. Meu receio é que ele faça uma besteira, e tente se matar de novo”, lamenta. Hoje, os dois celulares dele só caem na caixa postal.

Apesar do transtorno psicológico, Múcio levava uma vida normal. Ele morava com o pai no Jardim Montevidéu, cursa o 4º semestre de engenharia elétrica na Uniderp, no campus da avenida Ceará, e trabalha como técnico de manutenção na Santa Casa. O pai explica que os problemas neurológicos surgiram aos 17 anos, mas, aos 21, os médicos disseram que ele não precisaria mais dos medicamentos. No entanto, o pai insistia para que ele fizesse um acompanhamento médico, mas o Múcio se recusava.

No dia 6, por causa do surto, Múcio foi internado na UPA do bairro Coronel Antonino, onde permaneceu por três dias, porque aguardava uma vaga no CAPs. Descontente com a situação, ele fugiu, mas a médica do pronto socorro receitou medicamentos e Múcio ingeriu uma grande quantidade para tentar se matar. Desde então, Antônio passou a guardar os remédios, e só os entregava nas horas e dosagens corretas.

Recentemente, Múcio teria arrumado uma namorada, companheira de trabalho no hospital, e contou para o pai que ela fazia parte da “igreja maçonaria”, e que os membros teriam formado uma gangue para matá-lo.

Quem tiver qualquer informação sobre o paradeiro de Múcio pode ligar (inclusive a cobrar) nos telefones 8119-6481 ou 9186-8970.

O pai de Múcio, Antônio busca pistas sobre o filho (Foto: Paulo Francis)O pai de Múcio, Antônio busca pistas sobre o filho (Foto: Paulo Francis)


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