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Campo Grande, Segunda-feira, 11 de Dezembro de 2017

03/01/2014 11:08

Acampamento de sem-terra na Capital é o 1º do país a ter luz elétrica

Edivaldo Bitencourt e Viviane Oliveira
Puccinelli foi à inauguração de energia elétrica em acampamento de sem-terra na manhã de hoje. (Foto: MAF)Puccinelli foi à inauguração de energia elétrica em acampamento de sem-terra na manhã de hoje. (Foto: MAF)

O acampamento Estrela I, localizado na estrada da Gameleira, em Campo Grande, é o primeiro do Brasil a contar com energia elétrica e poço artesiano. A luz foi inaugurada hoje pelo governador André Puccinelli (PMDB), pela secretária estadual da Produção, Tereza Cristina da Costa Correia Dias, e pelo superintendente estadual do Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária), Celso Cestari.

Cerca de 600 famílias sem-terra foram contempladas com a chegada da energia elétrica há 10 dias, que foi oficialmente entregue hoje. Elas fazem parte do MAF (Movimento Sul-mato-grossense da Agricultura Familiar). A entidade conta com três acampamentos na Capital e Dois Irmãos do Buriti, que contabilizam 1,2 mil famílias.

Segundo um dos coordenadores do acampamento, Vilmar Morais Echeverria, 27 anos, o grupo está há quatro meses na estrada da Gameleira. Antes, eles estavam em uma via perigosa e sob fios de alta tensão próximo da Avenida Gury Marques, na saída para São Paulo.

Além da energia elétrica, os sem-terra do local também passam a contar com água, retirada de dois poços artesianos construídos pelo Governo estadual e pelo Incra. Segundo Vilmar, eles vão pagar uma taxa mensal pela luz.

O superintendente estadual do Incra explica que a medida faz parte das ações para evitar o surgimento de mais um foco de conflito no campo, já que os índios estão em pé de guerra com os produtores rurais. Há quatro anos, o Incra não assentava nenhuma família no Estado.

Sem-terra estão faceiros com a chegada de energia elétrica. (Foto: Cleber Gellio)Sem-terra estão faceiros com a chegada de energia elétrica. (Foto: Cleber Gellio)
Messias toma tereré, que agora vai ficar gelado com a chegada de energia ao barraco. (Foto: Cleber Gellio)Messias toma tereré, que agora vai ficar gelado com a chegada de energia ao barraco. (Foto: Cleber Gellio)

Como não há previsão de ter novos assentamentos, o Incra buscou apoio do governador para instalar luz no acampamento. A obra custou cerca de R$ 10 mil, segundo Cestari. Ele disse que não haverá a instalação de energia elétrica em outros acampamentos porque não quer incentivar a propagação de sem-terra no Estado.

Durante a inauguração, o governador reforçou a parceria com o Incra para implementar ações voltadas para os assentados e acampados em Mato Grosso do Sul. Ele ofereceu técnicos do Estado para ajudar o instituto no cadastro das famílias sem-terra.

Puccinelli também se comprometeu a ajudar o Incra na busca de recursos para retomar a reforma agrária em Mato Grosso do Sul. Cerca de 14 mil famílias estão cadastradas no Incra e esperam a distribuição de um lote.

A postura do governador reflete uma mudança em relação aos movimentos sociais no Estado. Em outubro do ano passado, ele compareceu à posse do novo presidente da Fetagri (Federação dos Trabalhadores em Agricultura), Valdinir Nobre de Oliveira.

Menino bebe de água retirada de um dos dois poços artesianos construídos pelo Estado e pelo Incra. (Foto: Cleber Gellio)Menino bebe de água retirada de um dos dois poços artesianos construídos pelo Estado e pelo Incra. (Foto: Cleber Gellio)

O caminhoneiro aposentado Messias Nunes, 61 anos, tornou-se sem-terra há dois anos. Atualmente, divide um barraco com seis pessoas da mesma família. Ele ainda vai fazer o cadastro do Incra, apesar de ser acampado há dois anos. 

"Quando era novo, fui criado na lavoura. Agora, quero um pedacinho de terra para dar continuidade", justificou-se. Ele quer o lote para plantar e criar gado e galinha. Faceiro com a chegada de água e luz, disse que a comunidade vai ter melhor qualidade de vida.

Além de sem-terra, Renata Martins, 25, tem um "mercadinho" no acampamento Estrela 1. Ela reside no Jardim Bálsamo, em Campo Grande. Durante as reuniões dos sem-terra, ela chega a vender R$ 200 em salgados. O sonho é montar um mercado no futuro assentamento, quando for contemplada. 

Sem-terra enche balde de água para levar ao barraco. (Foto: Cleber Gellio) Sem-terra enche balde de água para levar ao barraco. (Foto: Cleber Gellio)


Que paguem pela água que consomem. Até quando tirar de quem produz pra doar a quem destroe, vende, nao paga imposto, só presta pra votar no PT!!!! E o pior, acabam com a economia do pais. Chega de povo v.. neste estado, xo MST vao trabalhar, estudar, chega de tomar pinga e torrar quem produz!!!!
 
adriana fetter em 10/03/2014 14:11:20
eu sou do acampamento da saída para rochedo e vejo que não precisamos de luz e nem agua pois não precisamos desse luxo so queremos um pedaço de terra pra trabalharmos o governo pensa que vai nos comprar com agua e luz seus dias de governo ta contados as eleições vem aí e é nos votos que vamos mostrar pra ele quem manda na casa
 
maria francisca de oliveira em 10/02/2014 22:11:29
concordo com você Adriano silva uns trabalha pra outros desfrutarem ficar ai esperando terra e pagando sindicato fetagri um bando de gente so surrupiando nosso dinheiro essas sestas básicas so para super faturar ai vai la o André la fazer moral porque que não da aterra logo é armação politica acorda povo
 
inacio jose de souza em 04/01/2014 08:33:37
Isto é uma vergonha, como diz o Jornalista Boris. Até onde as nossas autoridades continuarão iludindo e desrespeitando as pessoas! Dinheiro para investir em estádio para copa, com certeza não vai faltar. São fatos lamentáveis e que precisa urgentemente serem solucionados. Afinal, são cidadãos que deveriam ser tratados com mais dignidade.
 
Ademar Ferreira em 03/01/2014 17:02:22
Pimento no 'olho' alheio não arde não é mesmo Adriano..... será que não enxerga os benefícios da água potável para a saúde e da energia elétrica para a leitura para aquela gente como nós já há muito tempo temos?
 
Oswaldo Rodrigues em 03/01/2014 16:02:21
O Governo está incentivando a ociosidade. São 600 famílias, dessas certamente 70% das pessoas tem idade produtiva, poderiam estar produzindo de alguma forma em prol do estado e do país. Quem vai pagar a energia para eles já que são "acampados" e teoricamente estão "desempregados". A reforma agrária no estado é uma vergonha. Meu padrasto há mais de 10 anos espera uma terra, vivia em acampamentos, sendo ludibriados pela mentira que os sindicalistas aplicavam nos acampados: "já vai sair a terra!", e nisso passavam-se os anos. Convencido de que esse movimento é furada deixou de ficar acampado e hoje trabalha nas terras alheias, produzindo e vivendo do que a terra produz. Muitos desses acampados já tiveram terras e venderam e voltaram para a fila novamente.
 
Ronaldo Pissurno em 03/01/2014 15:07:22
VERGONHA!! Essa gente não precisa ficar acampada para receber terra, eles apenas tumultuam as propriedades. Esses barracos geralmente ficam vazios e só vai gente quando é dia de entregar a sexta básica... Enquanto o governo incentiva esse tipo de ocupação, favelas como a cidade de deus, onde há pessoas que realmente não tem outro lugar para morar, se viram com gambiarras...
Esses sindicatos de "trabalhadores rurais" é a maior robalheira.
 
Adriano Silva em 03/01/2014 11:59:56
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