A notícia da terra a um clique de você.
Campo Grande, Sexta-feira, 15 de Dezembro de 2017

22/09/2013 13:36

Adoção não resolve problema das crianças vítimas do crack

Flávia Villela, Agência Brasil

A solidariedade tem proporcionado um futuro melhor à crianças filhas de adolescentes viciadas em crack. No entanto, está longe de representar uma solução para o problema. O técnico de rede, Djalma da Silveira Gusmão e sua família, por exemplo, adotaram quatro crianças de uma só vez. Eles participavam de um trabalho comunitário na favela onde morava a mãe das crianças, usuária de crack. A decisão foi há dois anos, depois que a filha mais nova, com apenas 17 dias de vida, foi deixada em casa sozinha após ser jogada no chão.

“Ligaram no meio da madrugada para nossa casa dizendo que a bebezinha tinha sido jogada no chão. Fomos até o local, a Esterzinha [nome da criança] estava com uma fratura na cabeça e a levamos para uma Unidade de Pronto-Atendimento. E foi aí que começou nossa história com elas”, contou Djalma.

Quatro meses depois do início do processo de adoção, a esposa de Djalma morreu, mas ele não desistiu da adoção e teve a ajuda da filha de 18 anos na criação das gêmeas, Isabelle e Isadora, hoje com 6 anos, Ester, de 2 anos, e Pietro, de 3 anos.

“Elas quase não têm lembrança da mãe biológica, pois eram muito novas e graças a Deus, não têm nenhuma sequela e são todas saudáveis”, disse ele. “Fica mais complicado quando as crianças já são maiores”, ponderou Djalma.

A história de adoção dos quatro filhos de Djalma é uma exceção no universo de crianças filhas de dependentes de crack, segundo a conselheira tutelar Liliane Lo Bianco.

“Na vida real, as crianças ficam pela rua, a gente não consegue tirar. Hoje temos um grande número de crianças que são filhas do crack. São meninas viciadas que se prostituem para a compra da droga. O crack amortece, despersonaliza esse sujeito”, explicou ela. “Eles criam afeto pelo crack, que dá o que eles não têm no núcleo familiar, que é prazer, liberdade”, acrescentou.

Para a diretora do Núcleo de Estudos e Pesquisas em Atenção ao Uso de Drogas (Nepad) da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), Ivone Ponczek, é importante criar medidas para estimular o vínculo da mãe com o bebê e evitar a perpetuação de um ciclo de abandono.

“A adoção é uma alternativa, mas antes da adoção temos que tentar criar vínculo com a família, por mais precária que ela seja. Se a mãe não puder, pode ser uma tia, uma avó, alguém que exerça essa função materna”, declarou ela, que defendeu que o vínculo materno é, inclusive, um estímulo para a mãe abandonar o vício.

Governo Federal reduz período do horário de verão para 2018/19
O presidente Michel Temer assinou hoje (15) um decreto reduzindo em duas semanas o horário de verão em 2018. No ano que vem, a medida começará a vale...
Inscrições para o Vestibular 2018 da UFMS seguem abertas
A UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul) segue com inscrições abertas para o Vestibular 2018, que selecionará alunos para cursos de gradua...
Autorização para psicólogos aplicarem terapia de reorientação sexual é mantida
O juiz Waldemar Cláudio de Carvalho, da 14ª Vara Federal de Brasília, decidiu hoje (15) tornar definitiva a decisão liminar (provisória) que havia pr...
Clientes de banco podem renegociar dívidas no "Caminhão do Quita Fácil"
A partir de segunda-feira (18), clientes das agências da Caixa de Campo Grande terão a possibilidade de renegociar suas dívidas atrasadas há mais de ...


Parabéns Djalma!!!!! Esta sua atitude vai ser recompensada por Deus, espere e verá...
 
Mirtes Lourenço Camilo em 22/09/2013 16:12:39
imagem transparente

Classificados


Desenvolvido por Idalus Internet Solutions