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Campo Grande, Quarta-feira, 19 de Setembro de 2018

27/01/2018 13:41

Advogado de MS condenado por homicídio cumprirá pena em SE

Conhecido por defender vários casos emblemáticos em Campo Grande, Marcos Gilvan da Silva foi preso no último dia 23

Danielle Valentim
Marcos Ivan na defesa de Francimar Câmara, em 2015. (Foto: Marcos Ermínio/ Arquivo)Marcos Ivan na defesa de Francimar Câmara, em 2015. (Foto: Marcos Ermínio/ Arquivo)

Depois da prisão do advogado Marcos Gilvan da Silva, foragido desde 2015, na cidade de Aracaju - Sergipe, o juiz em substituição legal na 2ª Vara do Tribunal do Júri de Campo Grande, Carlos Alberto Garcete, determinou nesta sexta-feira (26) que o réu deve cumprir a condenação de 14 anos de reclusão no estado nordestino. A defesa de Marcos alegou que ele correria riscos, caso fosse transferido para MS.

O advogado, que utilizava o nome falso de Marcos Gilvan da Silva, residia em Aracaju com sua esposa e passou a ser investigado em novembro do ano passado pela suspeita de uso de documentação falsa em ações financeiras de vendas de veículos e de imóveis.

Na terça-feira (23), ele foi preso quando saía de um cartório no Centro Comercial de Aracaju, onde havia acabado de transferir a posse de um apartamento.

No início da tarde desta sexta-feira (26), a defesa do advogado ingressou com pedido na 2ª Vara do Tribunal do Júri solicitando que o cumprimento da pena se desse em Aracaju, onde seria seu domicílio. Alegou também que por ter atuado em mais 400 processos criminais no TJMS sua vida correria sérios riscos, caso fosse transferido para um presídio neste Estado.

Ao deferir o pedido, Carlos Garcete considerou que manter o réu em Sergipe representa benefício também para a justiça. “O cumprimento da pena na comarca de Aracaju facilitará sobremaneira a conclusão dos aludidos procedimentos investigatórios e eventuais ações penais que vierem a ser deflagradas”, concluiu.

Caso

O crime pelo qual o advogado cumprirá pena em Aracaju ocorreu em maio de 1993. Segundo a denúncia apresentada pelo Ministério Público, o réu teria recebido a quantia de 3 mil dólares para providenciar a morte do cunhado da pessoa que o contratava, pois este suspeitava que sua irmã estava sendo maltratada por ele.

O advogado então procurou um agenciador que, por sua vez, contratou um assassino em Cuiabá para a execução do plano. Ao dirigirem-se à residência da vítima, porém, os réus confundiram-no com o vizinho e acabaram por matá-lo por engano com seis disparos.

Condenado em 2004 a 14 anos de reclusão em regime fechado, o advogado intentou uma série de recursos que conseguiram suspender sua prisão até 2015. Quando, porém, o mandado de prisão foi expedido, seu paradeiro já era desconhecido, sendo considerado como foragido da justiça até sua prisão essa semana.

Famoso em MS

Além de atuar em mais de 400 casos, Marcos Ivan Silva trabalhou em casos de grande repercussão em Mato Grosso do Sul, como o do menino de 4 anos que foi torturado por familiares em rituais de magia negra em 2016.

Ele também defendeu Francimar Cândido Cardoso, apontado como autor do disparo que matou o professor de informática Bruno Soares da Silva Santos, de 29 anos, em 16 de março de 2015.

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