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Campo Grande, Segunda-feira, 11 de Dezembro de 2017

15/09/2010 08:22

Advogado diz que prisão de jornalista foi equívoco

Redação

Preso desde o dia 9 em Campo Grande, o jornalista Agnaldo Ferreira Gonçalves, que matou o menino Rogerinho, de 2 anos, durante briga de trânsito, está em Mato Grosso do Sul desde agosto. Ele veio vender uma fazenda e visitar familiares.

De acordo com o advogado Valdir Custódio, a prisão do jornalista foi resultado de uma confusão. "Na realidade, foi um grande engano. Uma grande confusão", afirma Custódio, que acredita que a prisão preventiva seja revogada após audiência nesta quarta-feira.

A prisão foi decretada porque o jornalista não foi localizado em Praia Grande (litoral de São Paulo), para onde se mudou após o crime. "Na realidade, a oficial não achou o endereço certo".

Contudo, Agnaldo não seria localizado porque está no Estado desde agosto. Segundo a defesa, ele pretendia pedir autorização da justiça para vender uma propriedade rural e depositar um cheque caução no valor correspondente à indenização cobrada pela família da criança. A ação cobra R$ 1,3 milhão.

"Mas, ao saber que a prisão tinha sido decretada, ele se apresentou espontaneamente", afirma. De acordo com o advogado, a viagem não pode ser considerada fuga porque ele voltou ao Estado onde tramita o processo.

Esta é o terceiro mandado de prisão contra o jornalista, que já foi preso por duas vezes. Depois da morte, em novembro do ano passado, ele ficou 80 dias presos no Centro de Triagem.

Em maio, a justiça decretou novamente sua prisão, desta vez sob a alegação de que Agnaldo forjou uma separação para escapar da ação que cobra a indenização. Mesmo sem ter sido preso, o jornalista obteve habeas corpus no TJ/MS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul) no mês seguinte.

A briga de trânsito que resultou na morte de Rogério Pedra Neto, de 2 anos, ocorreu na manhã o dia 18 de novembro de 2009. Durante a discussão com o tio do menino, Aldemir Pedra Neto, o jornalista efetuou quatro disparos, atingindo João Alfredo Pedra (avô de Rogerinho) e o menino, que foi baleado no pescoço, não resistiu ao ferimento. A família estava em uma caminhonete L-200 e o jornalista em um Fox.

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