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Campo Grande, Quarta-feira, 15 de Agosto de 2018

09/08/2018 16:37

Agepen transfere dois presos acusados de vender droga na Máxima

Dezidério Silva Araújo e Reginaldo Rodrigues Ortega são acusados de fornecer droga a pacientes da ala psiquiátrica e extorquir familiares exigindo até pagamento com sexo

Helio de Freitas, de Dourados
Dupla foi transferida do Presídio de Segurança Máxima da Capital (Foto: Arquivo)Dupla foi transferida do Presídio de Segurança Máxima da Capital (Foto: Arquivo)

A Agepen (Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário) transferiu para outra unidade penal os detentos Dezidério Silva Araújo e Reginaldo Rodrigues Ortega, o "Perriado".

Os dois são acusados de uma série de agressões, uso indiscriminado de drogas e ameaças constantes a familiares dos internos da ala psiquiátrica do Estabelecimento Penal de Segurança Máxima Jair de Carvalho, em Campo Grande, segundo denúncia que chegou à reportagem do Campo Grande News e que já está sendo investigada pelo MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul).

Através da assessoria de imprensa, a direção informou que imediatamente após a reportagem procurar a Agepen nesta quarta-feira (8), os internos foram retirados do serviço e transferidos até a conclusão da investigação.

Segundo a denúncia, na ala onde presos deveriam receber tratamento psiquiátrico imperam o medo, as agressões, a venda de drogas e até extorsão.

Dezidério e Reginaldo, que deveriam auxiliar nos serviços são apontados como responsáveis pelos abusos. A dupla usa os dias trabalhados para reduzir a pena, mas aproveitava a “posição de poder” para conseguir dinheiro.

Dentro do pavilhão de saúde, os dois manteriam esquema de venda de cocaína e com agressões físicas, forçam os presos psiquiátricos a consumirem entorpecentes.

Depois a dívida é cobrada diretamente dos familiares, que para não verem os parentes espancados, depositam dinheiro em contas bancárias ligadas aos dois. Comprovantes enviados à reportagem mostram depósitos de R$ 100 a R$ 200 feitos por parentes dos presos.

Quem não tem como pagar as dívidas dos filhos, os presos exigem favores sexuais, segundo a denúncia. “Essas mães são ameaçadas e induzidas a fazerem sexo com Dezidério e Reginaldo. Por medo de que algo aconteça com seus filhos, elas aceitam”, descreveu o denunciante.

Dezidério Silva Araújo está condenado por sete roubos e um latrocínio - roubo seguido de morte. A pena soma 76 anos e dois meses de prisão. O histórico de remição de pena, anexado aos processos o suspeito, mostra que o preso já trabalhou em vários setores do presídio, como cozinha, manutenção e a padaria.

Reginaldo Rodrigues é de Aquidauana e responsável por vários crimes naquela cidade. Ele soma 58 anos e cinco meses de prisão e já cumpriu 16 anos e oito meses.

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