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Cidades

Alerta: opção ao bloqueio do WhatsApp não é tão segura quanto parece

Juiz de Sergipe determinou que aplicativo parasse de funcionar por 72h

Por Leandro Abreu | 03/05/2016 12:22
Alternativas mais seguras seriam outros aplicativos para troca de mensagens. (Foto: Alcides Neto)
Alternativas mais seguras seriam outros aplicativos para troca de mensagens. (Foto: Alcides Neto)

Quase 24 horas após o bloqueio do WhatsApp em todo Brasil, muitos usuários do aplicativo ainda buscam formas de “burlar” a determinação judicial. Mas, conforme o desenvolvedor da Dígitho Brasil João Sotel, a principal alternativa usada não é tão segura quanto parece e pode prejudicar seu aparelho celular e expor algumas informações pessoais como senhas bancárias. As VPN's, que traduzindo do inglês significa Rede Privada Virtual, alteram o IP, que é o número que identifica o aparelho, para outro país. Como o bloqueio do aplicativo é somente no Brasil, a pessoa volta a poder conversar por mensagens.

Utilizando redes de outros países e desconhecidas, a pessoa pode ser monitorada e até ter o aparelho invadido em alguns casos. “A pessoa fica vulnerável a acessos ao seu aparelho, pois você sai de um local seguro e entre em uma rede desconhecida. Não é possível identificar a questão de segurança dessas redes, que podem ter programas que ficam monitorando tudo que a pessoa está fazendo e fica disponível a ter senhas e outras informações sigilosas roubadas”, detalhou Sotel.

Ainda conforme o desenvolvedor, a VPN é a principal forma de “burlar” o bloqueio do WhatsApp, mas o ideal e mais seguro é que as pessoas utilizem outros aplicativos de mensagens instantâneas. “No mundo digital não há um local 100%, mas a melhor opção seria usar outros aplicativos como Telegram, o menseger do Facebook, entre outros que tem toda a segurança do aplicativo, com mensagens criptografadas e além de tudo, você estará na sua rede”, completou.

A determinação para o bloqueio do WhatsApp por 72 horas é do juiz da Vara Criminal de Lagarto (SE), Marcel Maia Montalvão. Nesta madrugada, o recurso impetrado para tentar liberar o aplicativo foi negado pelo TJ-SE (Tribunal de Justiça de Sergipe). Conforme nota enviada pela empresa responsável pelo aplicativo, o bloqueio do serviço atinge 100 milhões de brasileiros que são usuários do WhatsApp para comunicação pessoal e negócios.

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