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Campo Grande, Sexta-feira, 15 de Dezembro de 2017

25/02/2015 09:05

Alunos protestam contra aumento de 12% na mensalidade dos cursos

Priscilla Peres e Liana Feitosa
Protesto acontece em frente ao DCA de universidade. (Foto: Liana Feitosa)Protesto acontece em frente ao DCA de universidade. (Foto: Liana Feitosa)
Mais de 200 alunos estão reunidos desde o início da manhã. (Foto: Liana Feitosa)Mais de 200 alunos estão reunidos desde o início da manhã. (Foto: Liana Feitosa)

Pelo menos 200 estudantes estão reunidos desde às 7h em frente ao DCA (Departamento de Controle Acadêmicos) da Uniderp Anhanguera, em protesto contra o reajuste da mensalidade deste ano, que eles alegam ter subido mais de 12%. Os alunos dizem que só vão deixar o local com a presença da reitora.

Na noite de ontem cerca de 300 pessoas entre estudantes, pais e advogados participaram de uma reunião na universidade com representantes do DCE (Diretório Central Estudantil). Eles pediam a presença da reitora Prof. Leocádia Aglaé Petry Leme, que não compareceu ao local.

Isso gerou o protesto de hoje. Os alunos impediram o atendimento desta manhã no DCA, onde é feito a validação do FIes (Financiamento Estudantil) tanto de veteranos quanto de calouros. Dois funcionários da Uniderp, que não quiseram se manifestar, pediram para que os alunos deixassem o local e se reunísse em uma sala, diante da negativa, afirmaram que a reitora irá recebê-los.

O protesto acontece com gritos de palavras de ordem que pedem a presença da reitora e a redução no preço da mensalidade. De acordo com um advogado dos alunos, o reajuste deste ano foi de 12,02%, comparando a mensalidade de calouros com veteranos.

Adriana de Matos, mãe de aluno e advogada, mora no Mato Grosso e foi até o local para resolver com a universidade questões sobre a matricula de sua filha. "Moro há mais e 800 km daqui e vim só pra fazer o Fies da minha filha, estou perdendo um dia de trabalho por causa dessa manifestação", disse.

Já a estudante do curso de Medicina, Ana Carolina Neto, disse que os alunos "estão indignados com o preço da mensalidade. Nós temos direito de sermos atendido pela reitora, por que queremos explicações sobre esse preço absurdo que pagamos na mensalidade".

Os alunos ainda alegam que o aumento no preço das mensalidades justificaria a construção de um laboratório de habilidades médicas do curso de Medicina, que deveria ter ficado pronto no ano passado, mas nunca saiu do papel. Eles ainda afirmam que utilizam laboratórios velhos e materiais sucateados.

Posicionamento Anhanguera - Em nota, a universidade afirmou que as mensalidades não são mais cobertas integralmente pelo Fies devido a mudanças implantadas, neste ano, pelo MEC. E que se os alunos formarem uma comissão, serão atendidos pela reitoria.

"Embora tenha havido o compromisso contratual do Governo junto aos alunos em financiar o mesmo percentual da mensalidade a cada semestre, que inclui o reajuste legal previsto no art. 1º da Lei 9.870/99, houve uma alteração promovida pelo MEC que limitou este valor, descumprindo este compromisso", diz a nota.

"Por lei e contratualmente, a diferença é devida pelo aluno à instituição, mas estamos seriamente empenhados em buscar alternativas para garantir que os estudantes sigam seus estudos normalmente", finaliza o texto da universidade.



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