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Campo Grande, Quarta-feira, 19 de Setembro de 2018

20/01/2017 14:30

Após reportagem, seis pessoas acreditam que morador de rua possa ser da família

Amanda Bogo
Antônio afirma que está há trinta anos no Piauí e não consegue voltar para Campo Grande (Foto: Edenilton Pacheco)Antônio afirma que está há trinta anos no Piauí e não consegue voltar para Campo Grande (Foto: Edenilton Pacheco)

Seis pessoas entraram em contato com o empresário Edenilton Pacheco, 31 anos, após o Campo Grande News noticiar que um morador de rua do interior do Piauí disse ser da Capital sul-mato-grossense e que procura sua família para voltar para a cidade. Eles têm esperança de que o homem é o parente que eles procuram.

O empresário é natural da cidade de Parnaguá, distante 830 km de Teresina. Ele encontrou Antônio Luiz Neto durante suas viagens, e decidiu conversar com ele. O morador de rua afirma ser de Campo Grande, e está há 30 anos na cidade vivendo em situações precárias porque não consegue voltar para Mato Grosso do Sul. Tudo que ele quer, diz, é reencontrar a família.

Conforme Edenilton, as pessoas pediram mais informações, como nome da mãe, dos irmãos, para ter certeza de que era quem elas estavam procurando. “Eles queriam aprofundar para ter certeza, mas nenhuma teve. Dois disseram ser irmãos, outro filho e mais três como sobrinhos”, explicou.

Segundo ele, Antônio está em uma situação bastante precária, o que dificulta o levantamento de mais dados. “Ele não está bem consciente do que está acontecendo, parece estar com problemas mentais. Você fala de um assunto e logo ele muda para outro”.

Avô - A estudante Fernanda Amarilia Zárate, 26 anos, conta que ficou impressionada quando viu a reportagem e a imagem do homem, que ela afirma ser parecido com seu pai. Surgiu aí a suspeita de que Antônio seja seu avô, que desapareceu após o nascimento do filho.

“Meus avós se casaram, mas houve uma briga porque a família da minha avó não aceitava o relacionamento. Ele se afastou e nunca mais ouvimos notícias dele”, contou. Segundo a estudante, restou apenas uma foto.

Uma tia de Fernanda teria visto o homem em São Paulo na década de 80, a última vez que tiveram notícias. Isso, aliado a semelhança entre seu pai e o morador, fazem com que a mulher ache que pode ser da família de Antônio.

“Ela viu ele de passagem, mas não conversou com ele e nem nada. Ele pode ter ido de São Paulo para o Piauí, por isso entrei em contato, saber se ele tem algum documento para confirmar esse nome, se ele reagia de alguma forma falando o nome da minha aví e do meu pai. Estamos bem impressionados”.

Caso realmente o homem seja o avô, os familiares irão até o Piauí encontrá-lo. “É complicado, não sei que seria feito para confirmar, talvez um exame de DNA. Conversei com a filha do rapaz que achou ele e o Antônio está sem memória, porque fala coisas cortadas. Mas se for nós vamos buscá-lo. Vamos reunir a família e ver o que será feito. É até engraçado porque ele é a cara do meu pai”.

Tio - A confeitera Roselanie Santiago, 31 anos, viu a história e ficou comovida, o que fez surgir a dúvida de que Antônio seja o tio desaparecido há 30 anos. “O nome é o mesmo, mas o sobrenome não bate, por isso mandei o Whats. O tempo que ele sumiu é o mesmo. Mandamos dados para o rapaz, com noem e fotos da minha avó para ver se ele se lembra. Pode ser que seja ou não, falta confirmar algumas coisas”, contou.

O tio de Roselanie, que ela acredita que responda pelo nome de Antônio Rodrigues/Costa Santiago, saiu para procurar emprego e nunca mais apareceu. “Já tentei procurar em redes sociais, mas nunca encontrei nada. Minha avó está viva, com 82 anos, mas não falamos nada para não dar ilusão para ela, já é de idade. Vamos tentar confirmar e saber um pouco mais antes de contar”, explicou.

Mesmo receosa e sem muita confiança, aguarda retorno de informações para saber se o homem é o tio que hoje teria 75 anos. “Esse senhor pode ter essa idade, mas como mora na rua o tempo judia muito, então a gente não sabe. Mas o caso é bem semelhante. Esperamos resposta, se tiver algo concreto vamos começar a pensar na possibilidade de ir até lá. Vamos reunir a família e decidir”.

A reportagem tentou contatar as outras quatro pessoas que procuraram informações sobre o morador de rua, mas não conseguiu ser atendida por elas.

No vídeo abaixo, gravado por moradores, é possível ver que Antônio está bem debilitado, e é chamado de Sebastião, nome pelo qual é conhecido. Questionado sobre sua identidade e de onde vem, ele não consegue dar respostas claras.



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