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Campo Grande, Terça-feira, 12 de Dezembro de 2017

27/04/2011 10:57

Abraz/MS quer garantir medicamento e atendimento gratuito para Alzheimer

Paula Vitorino

Associação irá entrar com ação no MPE na próxima semana

Mãe do empresário João Francisco Lima tem Alzheimer.Mãe do empresário João Francisco Lima tem Alzheimer.

A Abraz/MS (Associação Brasileira de Alzheimer) irá acionar o Ministério Público Estadual contra os governos Federal e Estadual, exigindo o fornecimento de remédios e atendimento adequado na rede pública de saúde para pacientes com a doença do Alzheimer.

De acordo com o presidente da Associação, o odontogeriatra Marco Polo Siebra, o setor jurídico já formulou a denúncia e deve entregar ao Ministério Público na próxima semana.

Nas duas ações, a Associação pede que o medicamento Exelon seja fornecido pelo SUS (Sistema Único de Saúde) na forma de adesivo e que o paciente diagnosticado na rede particular tenha direito a retirar qualquer medicação de forma gratuita no SUS, sem ter de passar antes por um médico da saúde pública.

De acordo com a Abraz, as duas determinações já acontecem em diversos estados do País, como São Paulo e Alagoas, mas não são cumpridas em Mato Grosso do Sul.

Marco Polo explica que a forma adesiva do Exelon causa menos efeitos colaterais, como vômitos e náuseas, em comparação ao mesmo medicamento em comprimido. O remédio é utilizado para o combate da evolução do Alzheimer, sendo um dos mais utilizados em todo o país.

“A forma adesiva causa muito menos efeitos colaterais, além de ter uma absolvição no organismo muito mais eficaz. Isso acontece porque o paciente coloca o adesivo na pele e o remédio vai sendo distribuído de forma gradativa no organismo ao longo do dia”, explica.

Já o outro inquèrito a ser instaurado pelo MPE quer garantir a desburocratização do atendimento gratuito aos idosos com a doença, quando estes são diagnosticados por um médico não filiado ao SUS.

De acordo com o presidente da Associação, o paciente diagnosticado com Alzheimer na rede particular não tem direito a retirar a medicação gratuita para a doença no SUS. Antes, é preciso passar pelo atendimento público e possuir um encaminhamento do médico que atende pelo SUS atestando o diagnóstico da doença.

“Isso só acontece aqui. Agora um médico que possui todas as qualificações necessárias faz o diagnóstico do paciente, mas mesmo assim ele tem que ir em outro que seja da rede pública”, diz.

Marco denuncia que a exigência não é compatível com o atendimento médico fornecido pelo SUS no Estado.

“A pessoa tem que passar pelo SUS para consultar com um neurologista, mas não tem o profissional para atender, aí o paciente precisa contar com a sorte para conseguir uma consulta com um neurologista ou fica sem atendimento. Isso não faz sentido. Escuto constantemente familiares reclamando dessa situação, sem saber o que fazer porque não conseguem encontrar profissional na rede pública”, afirma.

Alzheimer - De acordo com a Abraz/MS não existem dados específicos sobre a incidência de Alzheimer no Brasil e no Estado. No entanto, estimasse que existam cerca de 66 milhões de pessoas que sofram de algum tipo de demência, como o Alzheimer, no país. Em todo o mundo, o número de pessoas com a doença chega a 1.200 milhões, segundo a Associação.

Há mais de um ano, a filial da Abraz em Campo Grande tenta melhorar a qualidade de vida dos pacientes e seus familiares, por meio de palestras e grupos de apoio.

A família do empresário João Francisco Lima, de 57 anos, é uma das integrantes da Associação, que aprendeu a conviver e ajudar a Dona Doca, de 83 anos, que sofre da doença.

“Me ajudou muito, aprendi a conviver com a doença. Quando descobrimos o diagnóstico foi um susto. Eu andava muito nervoso, até o toque do telefone me deixava irritado. Depois que comecei a participar das reuniões, das palestras, entendi que a família não é a culpada, que é o Alzheimer é uma doença que pode atingir qualquer pessoa”, conta.

Ele diz que a família é privilegiada por não depender do SUS e gasta, pelo menos, R$ 180 mensalmente com a medicação da mãe.

As reuniões da Associação acontecem toda segunda terça-feira do mês, às 19h30, na sede da ABO/MS - Rua da Liberdade, 386, entre as ruas 13 de Maio e Rui Barbosa. Mais informações podem ser adquiridas pelo site e por meio do telefone 0800 55 1906.



Quero saber se tem esse remédio exelon pelo sus
 
Maria Erlene Modesto Rocha em 30/10/2013 20:54:23
Tenho um vizinho, amigo de mocidade que usa o adesivo exelon,porém, remédio muto caro e quem vive de aposentadoria não pode adquirir este remédio que custa 530,00,cx com 30 adesivos.Comentando com esposa do vizinho resolvi pedir ao Google que me informasse associação para fonecimento desses adesivos
 
Neusa de Souza Alves em 18/05/2011 12:25:21
Parabéns pela iniciativa Dr Marco Polo, temos parar de se comportar como interior Campo Grande tem muito que crescer, infelizmente a nossa cultura é esperar... e sempre colocar a culpa em alguém, se os Campograndeses soubessem da força e poder que tem nas mãos nossa capital seria referência, nossa cidade é linda, é uma potência, nosso povo é inteligente, trabalhador, esforçado e guerreiro!!! Deus te abençõe, te dê sabedoria e abra esta porta por que muitas familias serão abençoadas através desse medicamento gratuito. um abraço Viviane FFortunato
 
Viviane Ferreira Fortunato em 27/04/2011 12:03:53
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