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Campo Grande, Domingo, 17 de Dezembro de 2017

13/09/2013 16:45

Avó paterna procura por neta que tomou “chá de sumiço” com a mãe

Elverson Cardozo
Quarto de Júlia está decorado. Só falta a cama. (Foto: Cleber Gellio)Quarto de Júlia está decorado. Só falta a cama. (Foto: Cleber Gellio)

Na casa de Ângela Maria Cardoso de Souza, 54 anos, o quarto da neta, Júlia Ribeiro de Souza, de 4 anos, está praticamente pronto. Tem roupas, calçados, brinquedos e um monte de presente, ainda embalados. Só falta a cama, que seria escolhida a dedo pela menina. O problema é que Júlia não aparece na casa dela há 7 meses. Desde fevereiro, a garota está desaparecida. A avó está desolada. O pai, nem se fala.

Dona Ângela responsabiliza a mãe de Júlia, ex-nora dela, Caroline de Oliveira Ribeiro, 26 anos pelo paradeiro da filha. A jovem, que seria assistente social, também tomou, segundo relatos, “chá de sumiço”.

“Eu acho que ela está aqui em Campo Grande, mas não temos notícia”, disse. A suposição tem base na procura. O pai da garota, Murilo Cardoso de Souza, 26 anos, foi, por várias vezes, atrás de Carolina, na casa da mãe dela, onde a jovem sempre morou, mas, depois de fevereiro, nunca mais teve notícias dela, da avó materna e muito menos da criança.

Carolina e Murilo nunca moraram juntos, mas a guarda da menina sempre foi compartilhada. Continuou assim mesmo após o rompimento do relacionamento, há aproximadamente 2 anos.

Devido ao sumiço, a justiça, relatou a avó, suspendeu o poder familiar de Carolina, em julho deste ano. Mas a garota, apesar da decisão, continua desaparecida.

“Está em cárcere privado. Os direitos dela foram violados de cabo a rabo”, afirmou Ângela, se referindo à neta, que, segundo ele, deixou, pode ter deixado, inclusive, de ir à escola.

Sem a companhia da única neta, Ângela diz estar vivendo um tormento. (Foto: Cleber Gellio)Sem a companhia da única neta, Ângela diz estar vivendo um tormento. (Foto: Cleber Gellio)

Impacto – A vida de dona Ângela mudou drásticamente depois do desaparecimento de Júlia, única neta. “Estou indo no psiquiatra, tomando remédio. Jamais imaginei passar por uma desgraça dessas. Ela era o clarear do meu dia”, comentou, ao dizer que o filho, Murilo Cardoso, também está abalado.

“Ele está sofrendo igual, mas ainda disfarça, evita falar porque eu já perdi um filho de 18 anos, mas ele se tornou uma pessoa violenta, agressiva comigo. Ficou sem o chão”, relatou.

Quem tiver notícias sobre o paradeiro de Júlia Ribeiro pode entrar em contato com Ângela Maria pelos telefones (67) 3354-3411 ou (67) 9278-2104.



Sra. Angela, a senhora sabe muito bem porque essa criança esta longe de suas vistas. O teu filho e o teu ex-marido sabem melhor ainda. E se a justiça dos homens se vende barato, a justiça divina não tem preço, eu espero que sua neta nunca mais tenha que conviver com voces.
 
Karin Reguera em 11/12/2013 16:19:55
Respondendo ao seu comentário Leopoldo, meu filho ta desesperado pq uma mãe e uma avo que negão o direito de ir e vir de uma criança, o que vc acha disso é normal? Isso vc julga por não ser vc.
 
Angela Maria Cardoso de Souza em 18/09/2013 11:06:58
"Se tornou uma pessoa violenta, agressiva comigo". Se o pai da criança é assim com a própria mãe, isso pode explicar o desaparecimento da criança da mãe e da avó.
 
Leopoldo Alcantara em 13/09/2013 18:53:13
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