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Campo Grande, Quarta-feira, 13 de Dezembro de 2017

09/11/2009 10:43

Camelódromo reabre as portas e promete ressarcir perdas

Redação

Depois do incêndio que destruiu boxes do Camelódromo de Campo Grande, na última sexta-feira, o centro comercial retoma o seu funcionamento normal. No fim de semana uma equipe da prefeitura arrumou as instalações elétricas

Dos boxes atingidos pelo fogo, apenas restou a estrutura queimada. Só o dono de um box, que foi parcialmente danificado, estava nessa manhã para contar o susto que passou no dia do incidente.

A banca de Moisés dos Santos Pereira, de 53 anos, que vende roupas, teve uma lateral e o teto da queimados, perdendo ¼ (um quarto) das mercadorias.

"O susto foi maior que o prejuízo", comenta o comerciante que foi avisado do incêndio pela filha que trabalha com ele, no único box que tem desde 2002.

Ele estima que o prejuízo total tenha sido de aproximadamente 5 mil reais, que já foram pagos do próprio bolso, diz. "Agora vou conversar com a administração para ver se vai ter reembolso", acrescenta.

Moisés passou o domingo reformando o box para poder reabri-lo nesta manhã. "Fiquei com a coluna travada de tanto trabalhar ontem para o prejuízo não ser maior hoje, se tivesse que ficar com a barraca fechada", finaliza.

Ao lado da barraca totalmente danificada, um box que vende brinquedos ficou intacto. Um outro vizinho não teve a mesma sorte e foi atingido pelo fogo.

Apesar do prejuízo de algumas mercadorias sujas por causa da água usada para conter as chamas e de o teto ser danificado, Wilker Lima Rodrigues, de 20 anos, que é funcionário há 2 anos no box 448 que vende tênis e bonés, atribui a Deus a benção à barraca.

"Se o fogo tivesse passado para o box, tinha perdido tudo", explica. Agora, ele espera o patrão para saber o que vai acontecer com o teto que precisa de reformas.

Administrador - Após cirurgia no pé direito, machucado ao quebrar uma porta de vidro que estava impedindo a água chegar a uma das barracas que estava pegando fogo, Vicente Reinaldo Peixoto, presidente da AVA (Associação dos Vendedores Ambulantes) e administrador do Camelódromo, conta o que aconteceu no dia do incêndio.

Ele diz que às 6h, ele e a esposa estavam abastecendo o carro no posto de gasolina ao lado do Camelódromo para ir viajar. Como de costume, passou pelo centro comercial "para conversar com o segurança e ver se tudo estava bem". Foi quando ouviu alguém da limpeza gritando que o local estava pegando fogo.

De pronto, ele, a esposa, um responsável pela limpeza e mais dois seguranças começaram a conter o incêndio, enquanto os Bombeiros não chegavam, o que demorou quase 30 minutos, segundo informou Vicente.

Ele foi levado à Santa Casa e operou o pé no mesmo dia. Teve vários tendões cortados e recebeu alta do hospital no final da tarde de sábado. Vicente está fazendo tratamento e só pode andar de cadeira de rodas devido a profundidade dos cortes.

Nesta manhã acontece uma reunião com a diretoria do Camelódromo e um representante da Prefeitura para definir o que é possível fazer para ajudar quem teve prejuízo. "Alguma coisa vamos fazer, ainda só não foi definido o que. Tem pessoas que perderam tudo", afirma o presidente.

Ilegal - Sobre o seguro, Vicente explica que existe seguro do prédio, mas as barracas não são beneficiadas porque as mercadorias não tem nota fiscal. "Já conversei com um responsável por seguros e ele me explicou que não é possível fazer por esse motivo", atestando a irregularidade da falta de notas.

"Agora aqueles que estão legalizados podem fazer, mas isso é responsabilidade de cada um", emenda.

Com relação à segurança e prevenção de incêndios, ele confirma que existem 29 extintores e 6 hidrantes que são vistoriados todo mês por empresa contratada.

"No máximo a cada dois ou três meses é realizada uma simulação de incêndio após o fim do expediente. Isso é justamente para se preparar para uma situação como a que aconteceu. Se não estivéssemos preparados, o estrago ia ser bem pior", explica Vicente, em resposta a comentários de que ele não cuida da segurança do local.

O laudo do perito que revela a causa do incêndio ainda não foi finalizado e não existe uma previsão para isso.

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