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Campo Grande, Quinta-feira, 22 de Junho de 2017

17/02/2017 08:36

“A menina que roubava livros” lidera preferência no presídio federal de MS

Aline dos Santos
Presídio federal recebe os presos mais perigosos do Brasil. (Foto: Alcides Neto)Presídio federal recebe os presos mais perigosos do Brasil. (Foto: Alcides Neto)
Livro lidera preferência em projeto de remição de pena por leitura. Livro lidera preferência em projeto de remição de pena por leitura.

Sucesso de público e crítica, a obra “A menina que roubava livros” é a preferida na penitenciária federal de Campo Grande. O presídio, aberto em 2006 para receber os presos mais perigosos do Brasil, conta com o projeto “Remição pela Leitura”. Os internos têm redução de quatro dias de suas penas pela leitura de cada obra.

O livro que conta a história de uma garota que surrupia livros lidera o ranking de leituras no presídio. Em seguida, aparecem “O Menino do Pijama Listrado”, “A Senhora do Jogo” e “Quem Mexeu no Meu Queijo”.

Conforme o Ministério da Justiça, após a leitura, os presos produzem resenha que é avaliada por uma comissão composta por especialistas federais em Assistência à Execução Penal (pedagogos, psicólogos e terapeutas ocupacionais) ou por professores da rede estadual de ensino que lecionam nos presídios.

O preso tem até 30 dias para ler o livro e fazer a resenha que deve atender aos princípios da fidedignidade e clareza, além da estética. Depois de avaliação da comissão, os trabalhos produzidos são enviados ao juiz federal da Execução de Penas de cada estabelecimento para que ele decida e contabilize a remição da pena.

Das 6.004 resenhas produzidas pelos detentos das quatro unidades federais, 5.383 foram aprovadas pela equipe pedagógica. Se foram consideradas pelos juízes de execução penal em sua totalidade, elas representaram uma redução superior a 21 mil dias para os leitores.

Na penitenciária federal de Catanduvas (Paraná), o livro mais lido é “Crime e Castigo”. Na unidade de Mossoró (Rio Grande do Sul), o ranking é liderado por “A Cabana”. No presídio de Porto Velho (Rondônia), o mais requisitado é o livro “O Cortiço”.

Público - Para ingressar no regime de segurança máxima especial, o preso precisa cumprir pré-requisitos como: ser líder de organização criminosa, integrante de quadrilha com prática de atos violentos e causar instabilidade no sistema penitenciário de origem.

O presídio de Campo Grande tem 208 celas padrão e 12 de RDD (Regime Disciplinar Diferenciado). Monitorados por 200 câmeras, convivência restrita a 13 pessoas durante as duas horas do banho de sol e ocupando cela individual, os presos do sistema penitenciário federal têm direito a seis refeições diárias, elaborada por nutricionista.

O sistema oferece os uniformes, estudo, atendimento com equipe médica, assistente social e psicólogo. O preso também pode receber assistência religiosa.




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