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Campo Grande, Quinta-feira, 14 de Dezembro de 2017

03/11/2015 20:53

Amanhã julgamento dos acusados de terem decapitado e queimado mulher

Flávio Paes

Vão à julgamento nesta quarta-feira ás 8 horas no Tribunal Júri de Campo Grande, Fernando Augusto dos Reis Guimarães, 26 anos, e José Carlos da Silva, 28 anos, o “Beto”, acusados de terem matado Viviane Rodrigues Matos. Ela foi decapitada, queimada parcialmente (para dificultar a identificação) e corpo foi jogado num matagal na Chácara dos Poderes.

O crime ocorreu na madrugada do dia 6 de setembro de 2013, horas depois da vítima de ter discutido com Fernando, dono da boate Paraíso, onde ela trabalhava como profissional do sexo.

Como foram denunciados nos artigos 121, parágrafo 2º, inciso II,III e IV (homicídio qualificado por motivo fútil, com emprego de meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima) e no artigo 211 combinado com os artigos 29 e 69 (destruição de cadáver, combinado com concurso de pessoas e concurso material), os acusados podem ser condenados a cumprir pena de até 20 anos de prisão.

Pelo que a Polícia apurou na época, Viviane se desentendeu com Fernando por volta da 1h do dia 6 de setembro. “Ela foi para o caixa onde o autor estava e o afrontou, jogando duas garrafas de champagne no chão”, conta o delegado Fábio Sampaio. Logo após, ao término do seu trabalho, às 3h, Viviane recebeu a sua comissão das bebidas e foi para o quarto.

Cerca de uma hora depois, Fernando e José Carlos invadiram o quarto e golpearam a vítima, que ficou desacordada. Eles a colocaram em um veículo e a levaram para a Chácara dos Poderes. No trajeto, eles compraram gasolina e atearam fogo em Viviane.

“Eles jogaram fogo por volta das 4h30 e uma hora depois Fernando já estava em casa. Ele e o Beto acharam que neste período todo o corpo já estava carbonizado. E nesse período, por cerca de duas horas, ele ficou em chamas. Antes da barbárie, Viviane ainda foi degolada”, relata o delegado.

Na denúncia o Ministério Público pontua que “os réus agiram por motivo fútil, pois praticaram o crime em razão de uma discussão irrelevante na boate. Os acusados teriam usado de recurso que dificultou a defesa da vítima, pois se valeram da superioridade numérica e tiraram-lhe a vida quando estava totalmente indefesa.
O Ministério Público relata que os réus utilizaram também de meio cruel, porque agrediram e asfixiaram a vítima, produzindo-lhe sofrimento físico e psicológico desnecessário. Por fim, o MP pontuou que os acusados atearam fogo no cadáver, destruindo-o parcialmente.

 



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