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Campo Grande, Quinta-feira, 18 de Abril de 2019

31/01/2019 10:49

“Atirei sim, mas para me defender”, diz acusado de homicídio durante venda

Réu alegou que não tinha intensão de matar, mas que assustou ao ser “agarrado” por outro homem

Bruna Pasche
Cláudio Fellipe Simões Duarte é acusado de matar Júnior Cézar Borges da Silva com um tiro no pescoço, em fevereiro de 2016. (Foto: Bruna Pasche)Cláudio Fellipe Simões Duarte é acusado de matar Júnior Cézar Borges da Silva com um tiro no pescoço, em fevereiro de 2016. (Foto: Bruna Pasche)

Cláudio Fellipe Simões Duarte, acusado de ter matado Júnior Cézar Borges da Silva, de 41 anos, em fevereiro de 2016 durante a venda de um imóvel na Rua Guarapuava, no Jardim Panorama, confessou ter atirado na vítima, mas alegou legítima defesa durante seu julgamento na manhã desta quinta-feira (31), no Tribunal de Júri de Campo Grande, quase três anos depois do crime. 

“Eu atirei sim, mas para me defender e não para matar. Eu nem mirei nele, infelizmente a bala acertou o pescoço e ele morreu”, disse. Durante seu depoimento, Cláudio contou que encontrou Júnior para conversar sobre a venda de um imóvel. “O Leandro (dono do imóvel) me ofereceu a casa, mas disse que tinha um problema porque o Júnior estava devendo R$ 15 mil para ele da casa, já quando conversei com o Júnior ele disse ao contrário, que o Leandro que estava devendo o documento de um Jet Ski usado no negócio”.

Ainda segundo o réu, Júnior o chamou para conversar com o Leandro quando os dois foram até a residência onde tudo aconteceu. “Eu sabia que o Leandro não estava aqui, eu falei para ele, mas mesmo assim fomos. Quando chegamos lá ele ligou para o pai do Leandro e de repente começou a falar ‘eu vou te matar’ várias vezes, nisso eu peguei minha arma que estava no porta-luvas e desci do carro. Ele debruçou no carro dele, coloco alguma coisa que eu achei que era uma arma na cintura e virou para mim, neste momento um amigo dele me agarrou por trás e eu atirei”, justificou.

Depois que passou o tempo do flagrante, Cláudio se apresentou na delegacia juntamente com a arma utilizada e até então responde o homicídio em liberdade. “Fui atrás do Júnior e me dei mal. Se eu quisesse realmente matar eu tinha matado o amigo dele também. Seu soubesse o transtorno que isso me traria preferia ter sido baleado. Minha mãe esta com diabetes, minha mulher e meus filhos ainda tomam remédios por causa disso”, disse emocionado.

Júnior foi atingido com um tiro no pescoço e morreu na hora. Cláudio é acusado pelo Ministério Público por homicídio doloso, quando há intensão de matar, qualificado pelo motivo fútil.

 



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