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Campo Grande, Terça-feira, 18 de Setembro de 2018

08/12/2017 13:31

“É impossível que um ou outro não tenha desvio de conduta”, diz secretário

Para o secretário José Carlos Barbosa o foco agora está na investigação e punição dos militares

Geisy Garnes e Mirian Machado
Carga de cigarro que foi pivô das prisões estava neste caminhão. (Foto: Direto das Ruas)Carga de cigarro que foi pivô das prisões estava neste caminhão. (Foto: Direto das Ruas)

Após a prisão dos sete policiais militares suspeitos de cobrar propina para liberar carga de cigarros, o titular da Sejusp (Secretaria de Justiça e Segurança Pública), José Carlos Barbosa afirmou que o caso é um desvio de conduta, que não prejudica o trabalho realizado pela polícia no Estado.

“É impossível imaginar uma estrutura com 11 mil homens que não tenha um ou outro que possa se desviar”, declarou.

Os militares, todos do 10ª BPM (Batalhão da Polícia Militar), foram presos em consequência de investigações que começaram no dia 1º de dezembro, quando o sargento Alex Duarte de Aguir, 38 anos, e o cabo Rafael Marques da Costa, 28 anos, foram presos sob suspeita de cobrar R$ 150 mil para liberar uma carga de contrabando de cigarros avaliada em R$ 1 milhão. No dia, viaturas foram usadas para "cuidar" do caminhão, que ficou retido durante a negociação que resultou no flagrante.

Segundo o secretário, o problema não está no desviou dos militares e que foco precisa estar na investigação e punição dos envolvidos no crime. “O fato de um ou outro ter feito esse desviou, não contamina toda a corporação”, afirmou Barbosa. A prova disso, segundo o secretário é que Mato Grosso do Sul “tem a melhor polícia do Brasil”.

“Mas isso não significa que ela é 100% pura. Esse desvio acontece em outras áreas também, não só na polícia”. Ainda conforme o secretário, mesmo com as denúncias envolvendo os militares, o Estado é um dos campeões na apreensão de drogas e cigarros. “Só na semana passada foram oito carretas de cigarros em uma única apreensão”, ressaltou.

“O contrabando de cigarro está em alta por causa da alta lucratividade. Que o cigarro é um descaminho é um crime contra o fisco estadual. No Brasil os tributos são de 80%, no Paraguai não chega a 20%, isso [contrabando] causa um prejuízo no país, não só no tributo, como na saúde pública”, reforçou Barbosa.

Em entrevista ao Campo Grande News o tenente-coronel Emerson Vicente de Almeida, comandante do 10º Batalhão da Polícia Militar, afirmou que não vai falar sobre a prisão dos militares para garantir a “segurança do batalhão” e que informações sobre as investigações serão repassadas apenas pela assessoria de comunicação da Polícia Militar.

Apreensões - Segundo o secretário, Mato Grosso do Sul bateu recordes de apreensões em 2017 e até novembro foram retirados de circulação mais e 400 toneladas de drogas. “Estamos aprendendo muito isso significa que o Estado é uma rota de descaminho. A Polícia Rodoviária Militar em uma única ação apreendeu 11 mil quilos de maconha em Paranaíba. Isso mostra que a polícia está atuando muito bem é está conseguindo resultado”.

Ainda segundo Barbosa, que choca é a falta de participação do governo federal e a omissão no cuidado na fronteira. “Embora estejamos batendo recorde, não temos percebido um ponto de vista do governo federal em nenhuma mudança de atitude”, defendeu Barbosa.



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