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Campo Grande, Quinta-feira, 20 de Setembro de 2018

21/01/2018 12:02

Legião de Fuscas invade avenida para celebrar dia do ‘queridinho’ do Brasil

O amor pelo carro levou mais de 100 motorista às ruas de Campo Grande a uma "fusqueada"

Geisy Garnes e Mirian Machado
Os fuscas chamaram atenção de quem passou nos altos da Avenida Afonso Pena nesta manhã  (Foto: Paulo Francis)Os fuscas chamaram atenção de quem passou nos altos da Avenida Afonso Pena nesta manhã (Foto: Paulo Francis)

Unidos pelo amor a um dos carros mais populares do Brasil, mais de 100 motoristas se reuniram na manhã deste domingo (21) para “fusqueata” pelas ruas de Campo Grande. É o sexto ano seguido em que o evento é organizado para marcar as comemorações do Dia Nacional do Fusca, celebrado no dia 20 de janeiro.

Nesta manhã, a “fusqueata” saiu dos altos da Avenida Afonso Pena e terminou em frente ao Clube de Oficiais da Polícia Militar, no Jardim Veraneio. “Sempre comemoramos no domingo, ou um antes do dia 20, ou um depois, por conta do trânsito”, explicou Vinicius de Souza Almeida, presidente da Confraria de Veículos Antigos.

Entre os apaixonados pelo carro, o orçamentista Hueber Bueno, de 45 anos, exibe com orgulho a seu fusca, 90% original. “Em 2013 minha mulher estava grávida, eu só tinha uma moto e quis comprar um carro.Escolhi um fusca, época paguei R$ 13 mil. Minha filha nasceu meses depois, os dois surgiram na minha vida quase juntos”.

Mas o amor pelo carro, segundo Bueno, começou muito antes, ainda quando criança, quando o pai comprou o primeiro fusca da família. “ Lembro de andar no chiqueirinho do fusca do meu pai. Geralmente é um amor que passa de pai para filho. A minha filha que hoje tem três anos fala que o fusca é dela”, contou.

Lucas Ferreira de Andrade, de 22 anos, também recebeu o amor por fuscas como herança do pai. “Meu pai tinha um fusca, mas precisou vender para abrir a serralheria, ai prometi que quando tivesse dinheiro iria comprar um fusca”. O primeiro veio a cerca de um anos e o último na semana passada.

Ao lado do fusca amarelo, no estilo Ratlook, o serralheiro conta que personalizou o veículo com adesivos de táxi logo que o comprou. “Combina com a cor”, afirmou. “Quando passo na rua todo mundo fica olhando, pede para tirar foto”. O carro custou R$ 8 mil, mas segundo Bueno, o investimento com fusca ainda não terminaram.

Os carros saíram em uma fusqueada pela ruas da Capital (Foto: Paulo Francis)Os carros saíram em uma "fusqueada" pela ruas da Capital (Foto: Paulo Francis)
O fusca táxi de Lucas Ferreira (Foto: Paulo Francis)O "fusca táxi" de Lucas Ferreira (Foto: Paulo Francis)

O fusca foi também a primeira opção quando Gabriel Abrão Pacheco, resolveu comprar um carro. Em 2010 ele cursava zootecnia e precisava de um carro para ir a faculdade. “Quando meu pai perguntou qual eu queria escolho o fusca. Paguei R$ 3 mil nele, mas tinha muita coisa para arrumar. Foram três anos de reparo, já gastei R$ 50 mil”, conta.

Hoje o carro não tem mais a cor original, exibe a pintura no estilo saia e blusa (duas cores), tem tapeçaria de couro e até som. “Já me ofereceram R$ 60 mil por ele, mas não vendo”, reforçou Pacheco, que agora usa o veículo apenas para passeios e viagens.

Estranho no ninho - Entre a legião de fuscas, um Volkswagen Karmann-Ghia, chamou atenção na “fusqueada”. Na direção do carro, o empresário Carlos Lopes, de 59 anos, narrou a longa história de amor com o modelo, que começou quando ainda tinha 12 anos. “Carro antigo tem que ter um laço de família, ou uma história. Em 1970 eu tinha 12 anos e uma amiga da família tinha um carro desse, eu era apaixonado no carro dela”.

Aos 32 anos, Carlos teve a oportunidade de comprar o Karmann-Ghia pela primeira vez, mas depois de reformar o veículo precisou vender. Tempo depois, em Corumbá, encontrou a uma nova oportunidade de ter o carro. “Era do dono de uma concessionária, ele quis me vender por U$ 10 mil, o valor era muito alto”, contou.

Amantes de fusca se reuniram nesta manhã (Foto: Paulo Francis)Amantes de fusca se reuniram nesta manhã (Foto: Paulo Francis)

Sem ter como comprar o Karmann-Ghia, o empresário passou a visitar a concessionária, só para ver o carro. “Meu cunhado começou a trabalhar nessa concessionária e me ofereceu o carro, paguei U$ 6 mil e estou com ele há 30 anos”. Neste tempo, o veículo foi o companheiro em muitas viagens feitas pelo empresário.

“Fui para Assunção com ele, para São Paulo. Muita gente pede para tirar foto, na minha viagem para o Paraguai fui parado no posto da PRF (Polícia Rodoviária Federal) só para os policiais tirarem foto do carro”, contou Carlos.

Hoje o Karmann-Ghia vale cerca de R$ 60 mil, mas o valor sentimental para Carlos e incalculável.“Não vem que não empresto, não dou. Mesmo com mulher, dois filho e a conta negativa não vendo”.

Carlos ao lado do Karmann-Ghia (Foto: Paulo Francis)Carlos ao lado do Karmann-Ghia (Foto: Paulo Francis)
Hueber Bueno ao lado lado do fusca (Foto: Paulo Francis)Hueber Bueno ao lado lado do fusca (Foto: Paulo Francis)


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