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Campo Grande, Quinta-feira, 14 de Dezembro de 2017

23/11/2012 09:45

"Tinha certeza que ia morrer", diz mulher refém de bandidos no Santo Antônio

Ela conta que tinha acabado de chegar da faculdade quando assaltantes entraram na casa

Nadyenka Castro
Armas usadas para render casal. Bandidos destruíram celulares das vítimas. (Foto: Simão Nogueira)Armas usadas para render casal. Bandidos destruíram celulares das vítimas. (Foto: Simão Nogueira)

Refém de bandidos por aproximadamente quatro horas, a universitária de 51 anos conta que pensou que ela e o marido seriam mortos. “Tinha certeza que ia morrer”, lembra.

A mulher e o marido, de 40 anos, foram rendidos dentro de casa, no bairro Santo Antônio, por volta das 22h30min dessa quinta-feira e só foram liberados às 2h30min, quando a PM (Polícia Militar) chegou. A ordem para o roubo foi dada por presidiário, que informou o endereço do ‘alvo’.

A estudante tinha acabado de chegar da faculdade quando o assalto começou. “Eu não vi nada lá fora, quando cheguei, eles entraram”, lembra.

De acordo com a universitária, os assaltantes pediam o tempo todo por joias, dinheiro e falavam que eu estava trocando a vida porque não dava o que eles pediam. “Mas não tinha muito dinheiro, só tínhamos R$ 160”.

O casal foi amarrado e amordaçado. “Amarram meu marido no banheiro e eu em um dos quartos”. Eles também foram vítimas de agressões, algumas deixaram lesões.

Diante da violência, a mulher, que nunca imaginou que pudesse ser vítima de uma situação como essa, pensou que ela e o marido seriam mortos. Ela diz ainda que os bandidos já tinham separados roupas e objetos para levar.

Agora, o casal quer a prisão dos bandidos e, sobre o crime, a mulher afirma. “A violência está aí, em todo lugar”. Apesar disso, elogia a ação da PM. “A Polícia foi espetacular. Agiram com rapidez”.

O casal preferiu não se identificar e não revelar a profissão.

Crime - Cinco assaltantes entraram na residência. Segundo um deles, de 15 anos que foi apreendido, eles pularam o muro sem cerca elétrica e renderam os moradores.

Dois dos bandidos – um homem e uma mulher – roubaram a camionete S-10 e a levariam para o Paraguai. Os outros três ficaram no imóvel.

No entanto, o veículo apresentou problema e os bandidos ligaram para o comparsa, que roubou outro carro do casal – um Gol – e foi socorrer.

 

Casal foi encontrado morto em matagal da Três Barras. (Foto: Minamar Júnior)Casal foi encontrado morto em matagal da Três Barras. (Foto: Minamar Júnior)
Pajero que estava com universitários mortos. (Foto: Rodrigo Pazinato)Pajero que estava com universitários mortos. (Foto: Rodrigo Pazinato)

Mas antes do ‘socorro’ chegar, a PM, que ainda não sabia do caso, encontrou o veículo abandonado com a bolsa da mulher envolvida no crime dentro. Os policiais acreditam que eles viram a viatura e por isso fugiram.

Pela placa do carro, os militares chegaram à residência onde os moradores eram mantidos refém por dois assaltantes. Um deles, o adolescente, foi apreendido e o outro conseguiu fugir pulando muros.

Até o início da manhã, o garoto era o único envolvido no caso apreendido. O Ford Ka utilizado pelos assaltantes para chegar ao imóvel foi recolhido e, conforme a PM, pertence à mãe de um dos bandidos.

Tragédia - Somente neste ano, pelo menos dois casos de roubos de veículos terminaram em tragédia. No início de julho, Luzia Barbosa Damasceno Costa, 25 anos, e o empresário Alberto Raghiante Junior, 55 anos, foram mortos com tiro na cabeça.

Bandidos renderam o casal para roubar o carro do empresário. Depois, mataram os dois em um matagal. O veículo foi encontrado no Paraguai e os responsáveis presos.

No fim de agosto, os universitários Breno Silvestrini e Leonardo Batista Fernandes foram agredidos e mortos com tiro por criminosos que roubaram a Pajero da família de uma deles. Os bandidos foram presos quando levavam o automóvel para a Bolívia.



A punição deve ser proporcional à gravidade do crime. Por este e outros delitos é que se percebe que a letra "a" do inciso XLVII do Artigo 5º da Constituição é uma aberração legalizada. Se é cláusula pétrea, deve-se achar um modo de revogar esta disposição.

Pena de morte, já. Mas não se confunda isso com "fazer justiça com as próprias mãos", seria rebaixar-se à mesma rebeldia do delinquente. Só o Estado pode aplicar legitimamente - e após o devido processo judicial - a pena de morte.
 
Marcel Ozuna em 23/11/2012 10:12:48
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