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Campo Grande, Sábado, 22 de Setembro de 2018

25/02/2018 10:36

“Viviam brigando”, dizem vizinhos de casa onde adolescente matou padrasto

Segundo testemunhas, o filho foi ajudado e incentivado pela mãe a matar o marido com golpe conhecido como mata-leão

Viviane Oliveira e Bruna Kaspary
Local onde o homem foi morto asfixiado pelo enteado (Foto: André Bittar) Local onde o homem foi morto asfixiado pelo enteado (Foto: André Bittar)

As brigas eram diárias na casa onde o adolescente de 15 anos matou asfixiado o padrasto identificado como Cristiano de Jesus Martins, 27 anos, para defender a mãe, Renata Cristina Vicente da Silva, 34 anos, na noite de ontem (24), conforme relatos de vizinhos. O caso aconteceu no imóvel em que a família vivia, na Rua Vaz de Caminha, no Jardim Noroeste, em Campo Grande. Os moradores acreditam que a mãe ajudou o filho a matar a vítima.

À polícia, Renata contou que era agredida pelo marido, quando gritou por socorro e foi acudida pelo filho, que entrou em luta com o padrasto e teve a oportunidade de imobilizá-lo aplicando o golpe conhecido como mata-leão.

De acordo com um morador, que pediu para não ser identificado, as brigas entre o casal eram constantes - com gritaria e pancadaria. O motivo seria por causa de dinheiro. Renata tem problemas com álcool e no fim do ano passado, pouco antes do Natal, perdeu a guarda dos quatro filhos pequenos após denúncia de abandono. “Ela saía para beber e deixava as crianças sozinhas, inclusive um bebê com menos de 1 ano”, disse.

Vizinhos dizem que brigas entre o casal eram constantes (Foto: André Bittar) Vizinhos dizem que brigas entre o casal eram constantes (Foto: André Bittar)

Depois que as crianças foram levadas pelo Conselho Tutelar, o filho mais velho foi morar com a mãe, segundo relatos. “Sempre tinha briga na casa. No mês passado, a Polícia Militar foi acionada porque o casal agrediu um parente”, contou o morador. 

Uma cozinheira de 37 anos, que também não quis se identificar com medo de represálias, também contou sobre as brigas que aconteciam no local. “A gente ouvia muita gritaria. Só que ontem a confusão foi mais intensa que nos dias anteriores”, lamentou. Segundo a moradora, tanto mãe quanto o filho consumiam muita bebida alcoólica.

Caso - Para a Polícia, testemunhas relataram que enquanto o adolescente lutava com o padrasto, a mãe o incentivava para que enforcasse a vítima até a morte. Após o fato, Renata foi presa e levada para a Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário) do Centro. 

Na segunda-feira (25), passará pela audiência de custódia na Justiça, para definir se ficará presa esperando o andamento do inquérito e posterior processo ou se poderá responder em liberdade. Já o adolescente foi apreendido e encaminhado para uma das Uneis (Unidade Educacional de Internação) da Capital.



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