Piscina suja, escuridão e depredação afastam frequentadores de parque e ginásio
Funesp informou que faz monitoramento contínuo dos espaços e que providências estão sendo tomadas
Está mais do que comprovado que fazer atividade física é indispensável para levar uma vida saudável. Mas, em Campo Grande, a situação de alguns espaços públicos destinados a isso não está colaborando para motivar pessoas a saírem do sofá.
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A reportagem esteve em dois locais nesta manhã (26) e constatou que a falta de manutenção neles está afastando e até colocando os frequentadores em risco. No primeiro, o Parque Ayrton Senna, uma das maiores preocupações é a piscina, que pode virar "berçário" para o mosquito que transmite dengue e chikungunya.
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As aulas de hidroginástica que ocorriam ali estão paralisadas, segundo observa há meses a dona de casa, Silvana Medeiros. Ela faz caminhada diariamente no parque.

A água está suja e num nível baixo. A piscina é descoberta. "Na verdade, é raro estar funcionando. Só de vez em quando eu vejo manutenção. Poderia ser melhor utilizada, tem muita gente que faz hidroginástica aí, muitos idosos", afirma a frequentadora.
Outro problema por lá é a iluminação ruim. Policial militar aposentado, José Vieira Filho mudou o horário das caminhadas por sentir medo de ser assaltado. "Você vê o pessoal usando o celular como lanterna para andar aqui à noite. Tem iluminação, mas é ruim e insuficiente nessa parte da pista de caminhada", falou.
Localizado em uma das regiões mais populosas da Capital, o parque também acumula estruturas depredadas: bebedouros destruídos; caixa para emergência de incêndio sem mangueira e quebrada; meios-fios quebrados virando obstáculo; banheiros sem torneira, sem assento nos vasos sanitários e sem trincos nas portas; portão quebrado; guarita danificada servindo possivelmente como abrigo para pessoa em situação de rua; bancos quebrados ou com apoio improvisado.

Guanandizão - Palco de competições esportivas históricas e importantes em Mato Grosso do Sul, além de ter sediado shows e outros eventos, o Ginásio Guanandizão foi o segundo lugar visitado.
Com a parte coberta fechada, apenas a situação das estruturas externas foi verificada. A reportagem encontrou uma quadra com areia suja, mato alto em alguns trechos, quadra de basquete sem cesta para bola, vidros quebrados e os restos da estrutura de um bebedouro.
Mãe de uma criança que treina futebol duas vezes por semana num dos campos, a secretária Ana Paula Elias do Nascimento reclama das más condições. "Todos precisam do esporte, mas está abandonado aqui faz tempo. Já pedimos ajuda para vereador, tentamos pagar um eletricista para resolver pelo menos o problema da luz, mas não deu certo", conta.
Na noite de ontem (25), a mãe acompanhou as dificuldades para os treinos. O campo estava com mato alto e escuro, obrigando os jogadores a dividir espaço na única parte onde havia iluminação disponível. "Ficou meia quadra para as atividades para as mulheres e meia quadra para o time do meu filho", relata.
Manutenção - O Campo Grande News entrou em contato com a assessoria de imprensa da Funesp (Fundação Municipal de Esportes), que é responsável pelos dois espaços públicos, e questionou sobre a falta de manutenção.
Em nota, a resposta foi que as estruturas esportivas recebem monitoramento continuamente, No caso da piscina, a fundação justificou que ela "está passando por intervenções no sistema de filtragem, garantindo as condições adequadas de funcionamento. As ações seguem planejamento interno de manutenção preventiva e corretiva".
Em relação ao Ginásio Guanandizão, a Funesp informou que solicitou providências à Sisep (Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos), responsável pelas demandas estruturais.
A reportagem também questionou se há projeto para cobertura da piscina. "Sobre possíveis ampliações ou melhorias estruturais, a fundação segue avaliando alternativas viáveis, incluindo a busca de parcerias institucionais e outras possibilidades dentro do planejamento da gestão municipal", disse a Funesp.
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