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Campo Grande, Quarta-feira, 13 de Dezembro de 2017

16/02/2012 13:39

A cada dois dias, um homem é preso por violência doméstica na Capital

Aline dos Santos

As mulheres vêm perdendo o medo de denunciar os companheiros agressores

“A droga e o álcool são potencializadores de toda essa violência”, enfatiza delegada. (Foto: Marlon Ganassin)“A droga e o álcool são potencializadores de toda essa violência”, enfatiza delegada. (Foto: Marlon Ganassin)

Os primeiros 45 dias de 2012 mantêm tendência registrada nos últimos anos em Campo Grande: as mulheres vêm perdendo o medo de denunciar os companheiros agressores. A coragem para dar um basta a agressões físicas, psicológicas e morais veio na esteira da Lei Maria da Penha e é expressa em números.

Desde janeiro, a Deam (Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher) registrou 807 boletins de ocorrência e 21 prisões em flagrantes. “Não aumentou a violência, mas a procura. Por meio do conhecimento, do acesso à informação, a mulher vê que o problema não é só dela, que outras vivem o mesmo tipo de situação. Elas se sentem encorajadas”, afirma a delegada Rosely Molina.

Em 2004, quando ainda predominava a realidade do chavão “bate e doa cesta básica”, foram 1.786 boletins de ocorrência. Em 2006, quando a Lei Maria da Penha trouxe mais recursos para proteção da mulher, as denúncias deram um salto de 128%, passando para 4.076 boletins de ocorrências.

No ano passado, foram 6.210 boletins de ocorrências, as prisões em flagrante chegaram a 132. “A lei deu mais efetividade aos procedimentos. Agora, o agressor vai ser processado”, salienta a delegada.

Por dia, 70 mulheres procuram a delegacia em busca de atendimento. Além da denúncia, a vítima é encaminhada para o setor psicossocial, com psicólogas e assistente social.

Meninas – Na última terça-feira, um marido foi preso por bater na esposa de 16 anos. O casal tem um filho de três meses. O agressor ainda responde por crime de homicídio. Já foram 27 denúncias de adolescentes contra seus companheiros.

De diferentes idades, histórias e realidades, as vítimas da violência se assemelham em um traço. “Elas chegam muito fragilizadas, chegam carentes, querendo atenção, carinho”, relata a delegada, que desde outubro trocou as questões técnicas da Dedfaz (Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes Fazendários) pela realidade dos crimes de violência doméstica.

A delegada lembra que como pano de fundo há questões sociais, econômicas e culturais. No dia a dia, é comum encontrar casos de mulheres que retardam as denúncias por depender financeiramente do marido, ou, uma dependência ainda mais sutil, a ligação afetiva com o agressor.

Neste cenário, a própria vítima tenta advogar em defesa do companheiro. “Tem mulher que chega aqui e fala que ele é bom marido, bom pai, que só se torna agresssivo quando bebe. Pergunto se ele bebe muito, e ela me responde: ‘todos os dias’”, relata a delegada.

Denúncias podem ser feitas na Deam, na rua 7 de Setembro, internet e telefone. (Foto: Marlon Ganassin)Denúncias podem ser feitas na Deam, na rua 7 de Setembro, internet e telefone. (Foto: Marlon Ganassin)

Vilões – O consumo de bebida alcoólica e o uso de drogas estão por trás da maior parte das denúncias de lesão corporal, ameaças, injúrias e vias de fato que chegam à Deam. “A droga e o álcool são potencializadores de toda essa violência”, enfatiza Rosely Molina.

Os agressores são encaminhados para atendimento, como no AA (Alcoólicos Anônimos). Além da Polícia Civil, a rede de enfrentamento da violência contra a mulher ainda conta com a PM (Polícia Militar), a Saúde, que oferece tratamento, o MPE (Ministério Público Eleitoral), a Justiça e as casas abrigos, para onde vão as vítimas que correm risco de vida.

Meter a colher – A Lei Maria da Penha passou por mudanças na última semana. O STF (Supremo Tribunal Federal) determinou que a ação penal deve prosseguir independente da vontade da vítima. Ou seja, a mulher não precisa mais reafirmar, na frente do juiz, a denúncia. Outra mudança é que o crime de violência doméstica pode ser denunciado por outra pessoa, como, por exemplo, vizinhos e amigos da vítima.

De acordo com a delegada, a denúncia por meio de comunicantes já era aceita em Mato Grosso do Sul. “É para acabar com aquele ditado que em briga de marido e mulher não bota a colher”.

As denúncias podem ser feitas na delegacia virtual (), por meio do número 180 ou na Deam. A Delegacia da Mulher fica localizada na rua 7 de Setembro, 2425. O telefone é o (67) 3384-1149.

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O trabalho desta unidade policial, tanto quanto os de outras, merecem elogios, tem policiais abnegados, todavia, padece de uma atualização o sistema de registro de boletim de ocorrências, visto que em média se aguarda 04 (quatro) horas para registrar uma ocorrência, demora muito mais do que se demorava na epoca das maquinas de datilografia, falta alguem capacitado para favorecer este atendimento.
 
Valter de Oliveira em 17/02/2012 10:46:46
EM NOME DO PARTIDO TRABALHISTA BRASILEIRO PTB MULHER, QUEREMOS PARABENIZA-LA PELA BRILHANTE ATUAÇÃO FRENTE E ESTA CONCEITUADA DELEGACIA .
COMO DIRETORA DE POLITICAS PÚBICAS PARA MULHERES DO PTB MULHER MS RESSALTO A RELEVÂNCIA DA DEAM EM NOSSO ESTADO, A DOUTORA ATUA COM MUITO ESMERO ,ÉTICA E UM OLHAR MAIS HUMANO PARA AS QUESTÕES REFERENTES A VIOLÊNCIA DOMÉSTICA NO ÃMBITO FAMILIAR E SOCIAL.
 
MARINUCY MACIEL CONTATO:9146-7088 / DIRETÓRIO PTB MULHER 3042-0014 em 17/02/2012 10:07:37
Parabéns Doutora... pelo seu trabalho e principalmente pela sua Beleza.
 
Eliaco Mathias em 17/02/2012 09:53:07
Sr. Pedro Braga não vamos generalizar, pois existe muitas familias evangélicas, que vão á igreja toda vez que tem cultos, são crentes fervoros, que buscam ao Senhor.Mas isso é só na igreja, e em casa é totalmente ao contrario, sou a favor dessa lei, não só pq sou mulher, mas porque chega tem "maridos" que batem em suas esposas, e nos filhos e até matam.Precisamos de respeito e respeitar os marido
 
Pamella Couto em 17/02/2012 09:34:11
eu acho errado,a mulher denuncia,o marido vai preso,o odio aumenta,ai ele pg fiança e é posto em liberdade...e ai que mora o maior perigo ...
 
elizabeh queiroz de souza schneider em 16/02/2012 11:43:18
Parabéns a Delegada Molina que vêm desempenhando um ótimo trabalho a frente da Delegacia da Mulher. As mulheres de nossa cidade podem se sentir muito bem protegidas e acolhidas com essa delegada! Para as mulheres que são vítimas de violência por parte de seus companheiros, o recado é que: devem se encorajar a denunciar os agressores, pq nesse Estado a violência contra a mulhar é levada a sério.
 
Christiane Archanjo em 16/02/2012 08:13:35
A LEI DE DEUS, PRECISA SER OBSERVADA SOBRE O ASSUNTO, QUE DIZ, O QUE DEUS UNE, JAMAIS O HOMEM DESUNE, TEM COISA ERRADA, PESSOAS AMONTOADAS, FORNICADAS, NÃO SÃO FAMÍLIA, ESTÃO GENERALIZANDO A FAMÍLIA DE DEUS, COM A FAMÍLIA TERRENA, QUE NÃO SÃO IGUAIS, TODO CASAL, BEM CASADO, NÃO VAI PROCURAR A JUSTIÇA DA TERREN E SIM A JUSTIÇA DIVINA, QUE RECONCILIA SEM PROCESSO CRIME, COM PERDÃO E PAZ.
 
PEDRO BRAGA em 16/02/2012 04:46:06
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