Ação da PF causa tumulto no Aeroporto de Campo Grande
Em operação-padrão por mais efetivo e melhores salários, policiais vistoriam documentação de passageiros

Ação da PF (Polícia Federal) realizada no Aeroporto Internacional de Campo Grande desde às 10 horas desta quinta-feira causou tumulto no embarque de passageiros.
É que para pressionar o governo federal a aumentar o efetivo e a melhorar os salários, os policiais decidiram mostrar serviço e vistoriam a documentação (para verificar se existe algum tipo de restrição para entrada ou saída) de todos que vão embarcar. Os 14 policiais também fiscalizam as bagagens.
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De acordo com Jorge Caldas, presidente do Sindicato dos Policiais Federais em Mato Grosso do Sul, a operação-padrão termina às 18 horas e será retomada na segunda-feira (20). Já a greve deve perdurar pelo menos até quarta-feira (22). A paralisação dos servidores só termina na data prevista se houver acordo com a União.
Segundo Caldas, a ação dos policiais não tem por objetivo causar tumulto e sim chamar atenção da sociedade e do poder público “que a fiscalização deve ser rotineira”. “Estamos mostrando que a PF não tem efetivo suficiente e nem a mínima estrutura para operar com segurança”, fala o sindicalista.
O presidente do Sindicato cita como exemplo da falta de efetivo o Aeroporto Internacional. Conforme ele, até dezembro do ano passado havia um policial na cabine. Desde então são dois. “O ideal seria pelo menos quatro na cabine e mais quatro na Delegacia de Imigrantes, que está inoperante”.
Para ele, nas delegacias de Corumbá e Ponta Porã, que ficam na fronteira, deveriam ter pelo menos o triplo do atual efetivo. O sindicalista fala ainda que no Estado há 280 policiais federais em greve, sendo de 70 a 80 em Campo Grande.
De acordo com a Infraero, até o início da tarde não havia sido registrado nenhum cancelamento de voo. Houve apenas um atraso. O voo que saiu de Curitiba, Paraná, deveria chegar na Capital às 10 horas, mas a aeronave só pousou às 11h58min.